A reportagem do JP Agora vai contar, nesta segunda-feira (19), sobre o verdadeiro martírio vivido na pele pelo pinheirense Delnivon, mais conhecido como Cosmin, que aguarda por um procedimento cirúrgico para evitar ficar tetraplégico. Aos 49 anos de idade, Cosmin está acamado e necessitando de cuidados o tempo todo após uma lesão na coluna. A justiça interviu, mas o Estado de Minas insiste em não cumprir a ordem do juiz de João Pinheiro.
O repórter do site visitou Cosmin em sua residência, no Bairro Papagaio. Ele e a esposa solicitaram a presença da equipe de reportagem como último alento para que o pinheirense consiga passar pelo procedimento cirúrgico que pode lhe livrar da paraplegia. O caso de Cosmin é muito triste e ele vem sofrendo dores quase insuportáveis.
“Eu sofri um acidente há 26 anos, mas de lá para cá eu vivi normal, nunca perdi um dia de serviço. Aí eu sofri um AVC em abril de 2019 e os médicos mandaram eu ir para a academia e eu não estava preparado para fazer os exercícios e acabei petecando a cirurgia que eu havia feito em Brasília há 26 anos atrás. Já vai fazer quatro meses que estou na cama. Antes, eu conseguia ir ao banheiro, na cozinha, mas de quatro meses para cá é só deitado, a situação só vem piorando” disse Cosmin à reportagem do JP Agora.
Vendo que não conseguiria realizar o procedimento cirúrgico pelo SUS, Cosmin resolveu acionar a justiça, o que de fato aconteceu em julho. Na mesma semana em que ajuizou o processo, o juízo pinheirense determinou, via liminar, que o Estado de Minas Gerais providenciasse, dentro do prazo de 30 dias, a cirurgia. No entanto, referido prazo já transcorreu e nenhuma providência foi adotada
“O pedido judicial não foi cumprido pelo Estado. Se eu não operar eu vou ficar na cadeira de rodas e cada dia eu estou pior. Eu gostaria muito que as autoridades cumprissem a ordem judicial, eu não estou pedindo dinheiro, nada, eu quero é a cirurgia, é um direito meu. Trabalhei a vida inteira, bem, e hoje estou aqui deitado nessa cama esperando a cirurgia e eu não dou conta de pagar. Eu sinto falta demais de andar, de aguentar ficar sentado. Hoje eu preciso de ajuda para tudo.
Nosso repórter também conversou com a esposa de Cosmin. Vânia, que compartilha a vida ao lado de Delnivon há 26 anos, ressaltou que todos da família ficaram com sentimento de impotência porque a justiça já determinou que a cirurgia seja feita, mas, nem assim, as autoridades resolveram o caso do marido. Preocupada, a mulher destacou que Cosmin tem outros problemas de saúde que são agravados pela demora.
“Se a cirurgia não acontecer com a máxima urgência, ele vai ficar na cadeira de rodas e sentindo dores. Ele é cardíaco, se sente dor, a pressão sobe, e existe o risco de acontecer algo pior. Dia 21/07, o juiz deferiu a liminar mandando fazer a cirurgia pelo SUS ou particular. Até hoje, ninguém não fez nada, ninguém liga, não dá explicação e nem nada. A gente não sabe mais o que faz. É muito difícil, ficamos com uma sensação de impotência. Ele está cada dia pior, atrofiando, e para todo lado que olha não vê uma porta, uma solução”
A reportagem do JP Agora espera que, com o alcance do site, as autoridades municipais e estaduais resolvam o caso de Cosmin com a máxima urgência que a situação exige. Continuaremos acompanhando de perto e encaminharemos a solicitação às autoridades que estão ao nosso alcance.
