Uma consulta negada terminou em confusão, prisão em flagrante e um caso que expõe a dificuldade de comunicação entre serviços públicos e pacientes com deficiência auditiva. Uma mulher de 42 anos, com deficiência auditiva, foi detida pela PM após agredir uma enfermeira e um servidor de um posto de saúde no Centro de João Pinheiro, na manhã de segunda-feira 13 de julho.
De acordo com informações, a paciente chegou à unidade por volta das 11:00h exigindo atendimento médico imediato, sem explicar de início o motivo da urgência. Como ela se comunica por escrita e gestos, os profissionais tentaram dialogar por meio de bilhetes. Uma funcionária escreveu que só haveria vaga para o período da tarde, mas, segundo relatos, a mulher amassou o papel, jogou no rosto da enfermeira, de 52 anos, e partiu para a agressão.
Ainda conforme os relatos, a paciente teria desferido dois socos na barriga da enfermeira e segurado com força seu antebraço, causando um hematoma. Um servidor de 41 anos, técnico de nível médio, tentou conter a situação e também foi atingido, ficando com um arranhão no braço. Diante do tumulto, as demais funcionárias trancaram a porta da unidade até a chegada da PM, enquanto a mulher chegou a filmar os profissionais e fazer gestos interpretados como deboche.
Quando a Polícia chegou ao local, uma nova tentativa de comunicação com a mulher foi feita, mas ela colaborou pouco no início, alegando apenas que queria um novo pedido de exames. Diante das lesões constatadas e dos relatos das vítimas, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante, mas foi liberada após ser levada à UPA de João Pinheiro e avaliada por uma médica plantonista, que constatou condições para a lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência.
