A história começou quando um homem entrou no estabelecimento e ficou parado perto da porta, como quem espera atendimento. Segundo apurado pelo JP Agora, assim que um dos funcionários se aproximou, ele teria enfiado a mão por baixo da blusa dando a entender que estava armado e anunciou o assalto. Nenhuma arma chegou a ser mostrada, mas a ameaça bastou para que o trabalhador entregasse o próprio aparelho.
Não parou aí. O suspeito teria ido até o segundo funcionário, que estava atrás do balcão, e repetido o gesto. Dessa vez encontrou resistência. Conforme as informações levantadas pela reportagem, o trabalhador tentou reagir e acabou arremessado contra a parede e imobilizado com pressão do braço, até ceder e entregar o celular, que estava junto com seus documentos pessoais. Em seguida, o homem saiu correndo e sumiu pelas ruas do bairro.
O que ele não contava era com a quantidade de câmeras espalhadas pela região. As equipes da Polícia Militar recolheram as imagens do videomonitoramento, levantaram as características físicas e a roupa usada na ação. A partir daí, foi rastreamento sem folga pelas ruas do Alvorada.
Por volta das 19:10h, uma informação levou os policiais até um lote na Rua Orestes Moura, onde os dois aparelhos apareceram escondidos na lata de tinta. Pouco depois, outra informação apontou que o suspeito estaria escondido em uma casa abandonada na Rua Maria Filomena, imóvel conhecido na vizinhança por servir de esconderijo para usuários de drogas. As guarnições cercaram o local e fizeram a entrada.
Foi aí que veio a última tentativa de escapar. Ao ser abordado, o homem informou um nome que não era o dele, mas a checagem derrubou a versão em poucos minutos. Dentro do imóvel, os militares ainda encontraram as roupas que batiam com as das imagens gravadas pelas câmeras.
Ele recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de roubo e foi cientificado de seus direitos, entre eles o de permanecer calado. De acordo com informações, o suspeito declarou por conta própria ser usuário de drogas, contou já ter passado duas vezes por clínica de recuperação e afirmou que teria usado crack por três dias seguidos, alegando não lembrar do que fez. Ele foi levado à UPA de João Pinheiro para exame de corpo de delito e depois apresentado à Delegacia de Polícia Judiciária de plantão, junto com os celulares recuperados.
