Uma equipe da Polícia Militar que patrulhava o Centro de João Pinheiro na noite desta quarta-feira (28) se deparou com uma agressão em plena rua. Por volta das 22:40h, na Rua Aparício Saraiva, um homem de 41 anos corria com a roupa ensanguentada, enquanto uma mulher de 25 anos o perseguia e o golpeava com um objeto nas mãos.
Os militares desceram da viatura e mandaram que ela largasse o objeto e parasse. Segundo a PM, ela não obedeceu e continuou acertando o peito do homem. Um dos policiais, então, usou uma arma de choque, que a imobilizou por alguns instantes e fez as agressões pararem. O objeto era a chave do carro do homem. Durante a abordagem, ela também estava com o celular dele e, quando os militares pediram o aparelho, jogou-o no chão, danificando-o.
O homem tinha vários ferimentos e sangrava muito. Uma equipe de saúde prestou o primeiro atendimento e o levou para a UPA. Segundo a médica que o atendeu, ele tinha várias lesões, incluindo uma na lateral esquerda da cabeça, com inchaço. Ele precisou fazer uma tomografia e ficou em observação.
Os dois contaram versões diferentes. A mulher disse que eles se conheceram por um aplicativo e já tinham se encontrado outras vezes. Naquela noite, estavam em um bar no Centro, de onde ele a levou de carro para casa. No caminho, segundo ela, os dois discutiram, e ele teria dado um soco no rosto dela. Ela afirma que perdeu uma prótese dentária e que, depois disso, pegou a chave do carro e passou a golpeá-lo. O homem, que estava desorientado durante o atendimento, negou ter agredido a mulher e disse que só tentou segurá-la depois que ela começou a atacá-lo.
A mulher também passou por atendimento na UPA, por causa do choque, e teve pequenas lesões no dedo e no peito, provocadas por um dos dardos da arma. Ela foi presa em flagrante por lesão corporal e pelo dano ao celular. Depois que o homem recebeu alta, os dois foram levados à delegacia, e a Polícia Civil vai analisar o caso, que também foi registrado como violência doméstica por causa da agressão relatada por ela.
O bar daquela rua é conhecido na região como uma casa de prostituição, a chamada “zona”. Segundo moradores, o local tem registrado várias confusões nos últimos dias, e os vizinhos dizem estar cansados e preocupados com a situação.
