O caminho de uma caminhonete carregada de galões levou a Polícia Militar até uma chácara usada, conforme a corporação, como linha clandestina de produção e falsificação de defensivos agrícolas em Patos de Minas. A operação ocorreu na quinta-feira, 5 de novembro, e terminou com dois homens, de 36 e 42 anos, presos em flagrante, além da apreensão do veículo e de grande quantidade de produtos químicos, embalagens e insumos.
A ação começou após a polícia receber informações de que suspeitos sairiam da região de Tupaciguara em direção a Patos de Minas, em uma Chevrolet S10 prata, transportando defensivos com indícios de adulteração na carroceria. As equipes monitoraram a BR-365, localizaram o veículo e o acompanharam até uma propriedade rural no chacreamento Recanto dos Canários.
Os ocupantes estacionaram a caminhonete de ré diante da residência e começaram a levar os galões para dentro do imóvel. Durante as buscas, os militares encontraram os dois homens em um quarto. Em outro cômodo e em um depósito externo, havia materiais que, de acordo com a polícia, eram usados para manipular, armazenar e embalar os produtos.
Entre os itens apreendidos estavam trinta galões de vinte litros de fungicida. Os recipientes tinham rótulos e códigos de série idênticos, apontados pela polícia como indícios de falsificação, e foram avaliados em cerca de R$ 96 mil. Também havia sacos plásticos, tambores e recipientes com substâncias químicas em pó e granuladas, inclusive produtos à base de ciromazina com 98% de pureza.
A estrutura incluía uma balança digital com capacidade para até 180 quilos, seladora manual térmica, rótulos, lacres de segurança e caixas de papelão de empresas químicas e farmacêuticas internacionais. O conjunto encontrado indicava, conforme a corporação, uma linha organizada para preparar e dar aparência comercial aos defensivos.
O Instituto Mineiro de Agropecuária foi chamado para fiscalizar os produtos e emitir os documentos técnicos. A Polícia Militar de Meio Ambiente também esteve no local porque aves silvestres sem anilhas eram mantidas irregularmente em cativeiro.
Os dois homens foram presos por produção, armazenamento, transporte e comercialização de agrotóxicos em desacordo com as exigências legais. Após atendimento médico na Santa Casa de Misericórdia, eles foram levados à Delegacia de Polícia Civil. Por causa do volume, os materiais ficaram sob guarda providenciada junto à Secretaria Municipal de Agricultura.
