Quem vive da praça da rodoviária de João Pinheiro fala em espera antiga. “Eu tenho 56 anos que moro na praça aqui. Estava passando da hora, tem muito tempo que essa reforma estava passando da hora”, diz o taxista Vando Cardoso. Segundo ele, a promessa se repetiu em várias gestões sem sair do papel. A obra agora em andamento é a primeira grande intervenção no terminal em quase duas décadas.
De acordo com o prefeito Gláucon Cardoso, a última reforma da rodoviária aconteceu há 18 anos. “A rodoviária é uma porta de entrada e de saída das pessoas de João Pinheiro. É importante que esse ambiente seja agradável, seguro e confortável para que as pessoas possam ir e vir”, afirmou. A obra inclui banheiros, piso, o pátio onde os ônibus chegam e a infraestrutura interna do terminal, com investimento de mais de R$ 700 mil, segundo a Prefeitura. O telhado já foi trocado.
Entre quem trabalha ali, o sentimento é de mudança em curso. A comerciante Maria Aparecida diz que o ambiente ficou mais calmo. “Melhorou bastante, agora é só paz mesmo. A reforma está indo devagarzinho, mas está indo”, afirmou. O taxista Antônio Rodrigues concorda: “A gente estava precisando disso há muitos anos. Estou confiante que vai ficar bom”.
A presença de seguranças no terminal também é apontada como fator de mudança. O comerciante Serginho afirma que hoje há vigilância 24 horas e que isso alterou o uso do espaço. “Hoje as pessoas já ficam na rodoviária aguardando os ônibus, e antes não, porque tinham medo. Melhorou bastante e a tendência é melhorar mais”, disse.
O terminal já foi tema de reportagem do JP Agora que mostrou a degradação do espaço, o uso de drogas e a sensação de insegurança de quem passava por ali. O comerciante Renato lembra o que via antes: “De um tudo. Prostituição, droga, briga. Churrasco, até churrasco já fizeram aí na rodoviária”.
Gláucon afirmou ainda que a Prefeitura tem trabalho em andamento fora da área central. Segundo ele, estão sendo feitas ações de limpeza nos distritos e nos cemitérios do município e há um trabalho voltado à zona rural. “A economia de João Pinheiro é baseada no agro e nós
