João Pinheiro vive um cenário de caos e profunda revolta na zona rural, onde a estrada que dá acesso à região de Canabrava, pelo trecho do Café do Amigo, transformou-se em um lamaçal intransitável. Com atoleiros que prendem ônibus e caminhões por dias, a via virou uma armadilha que isola produtores e gera prejuízos incalculáveis. Diante da indignação generalizada, moradores cobram providências imediatas da Prefeitura que, segundo eles, demonstra descaso com a situação. Questionada pelo JP Agora, a Secretaria de Obras disse que está fazendo reparos emergenciais e detalhou um plano de ação para quando as chuvas derem trégua; confira os detalhes abaixo!
O drama dos motoristas é visível nas imagens que circulam pelas redes sociaism veículos pesados com as rodas enterradas no barro, sem qualquer condição de seguir viagem. Após dias de espera e sem assistência oficial, caminhoneiros e produtores rurais foram forçados a pagar do próprio bolso pela contratação de máquinas particulares para desatolar seus veículos e liberar minimamente o tráfego. “Estão fazendo a gente de palhaço”, desabafou um condutor, expressando o sentimento de abandono e os prejuízos financeiros causados pela falta de manutenção que compromete o escoamento da produção e a segurança de quem depende da via.
Em conversa com o JP Agora, o vereador Alexandre da Farmácia detalhou que o problema da estrada de Canabrava “vem se arrastando por anos e anos e anos”, resultado de manutenções superficiais que apenas “rapam” a estrada, sem o devido cascalhamento ou levantamento de pontos críticos. “A gente já previa que iria alagar. Devido a ele somente estar rapando a estrada, foi formando um piscinão, o que se concretizou agora com essas fortes chuvas”, afirmou o parlamentar, ressaltando que a catástrofe era “prevista” devido à falta de manutenção adequada.
Ele revelou ter feito “várias cobranças, solicitações verbais e por papel, indicações através da Câmara” sem sucesso, e apontou que cercas muito próximas à estrada impedem a abertura de esgotos para o escoamento da água, agravando a formação de valetas gigantescas.
O Plano de Ação da Secretaria de Obras
Em resposta ao clamor da população, o Secretário de Obras, Zé Luis, detalhou o plano de ação da pasta para a região. Segundo ele, intervenções emergenciais estão sendo realizadas, mas as chuvas constantes impedem a execução de um serviço definitivo e de longo prazo. O secretário explicou que o nível topográfico atual da estrada dificulta o escoamento da água, o que acaba provocando novos atoleiros e danos logo após os reparos paliativos.
Zé Luis garantiu que a Secretaria já possui um planejamento técnico estruturante preparado para ser iniciado assim que houver uma trégua no período chuvoso. As ações previstas incluem a elevação do nível topográfico da via para melhorar a eficiência das saídas de água, o cascalhamento dos trechos mais críticos e a perfuração de bolsões para drenagem, em alinhamento com os produtores locais.
Enquanto as obras definitivas não começam, a recomendação para quem precisa se deslocar com urgência é utilizar a rota via Olhos d’Água e Santa Luzia, que apresenta melhores condições de tráfego. O JP Agora seguirá acompanhando o cronograma de recuperação da via.
