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Capitão Daniel Santos recebe título de cidadão honorário de João Pinheiro e manda recado ao crime

Em discurso na tribuna, capitão agradeceu à tropa, à cidade que o acolheu e mandou recado direto aos criminosos

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Ele chegou sozinho a João Pinheiro em 10 de janeiro de 2025, deixando para trás a família e um filho de três anos que só consegue ver a cada três semanas. Pouco mais de um ano depois, o Capitão Daniel Pereira dos Santos, comandante da 206ª Companhia da Polícia Militar, recebeu na noite desta segunda-feira (23) o título de cidadão honorário pinheirense, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal. A homenagem, de autoria do vereador Sargento Darley, reconhece os serviços prestados à segurança pública da cidade.

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A história do Capitão que hoje é referência em segurança pública começa há mais de 400 quilômetros daqui. Nascido em Uberlândia, filho único de um serralheiro e de uma auxiliar de limpeza, Daniel ingressou na Polícia Militar aos 19 anos, em 2002, após superar duas reprovações no processo seletivo. Em 2009, conquistou a aprovação para o curso de oficiais e, desde então, construiu uma carreira marcada por resultados. Comandou companhias em Uberlândia e Capinópolis, transformando unidades que estavam na lanterna dos indicadores em referência no estado. Ao longo de mais de 23 anos de farda, acumula 120 notas meritórias, 88 elogios individuais e medalhas de mérito militar nos graus bronze e prata.

Foi com essa bagagem que desembarcou em João Pinheiro, em janeiro de 2025, para assumir o comando da 206ª Cia PM. Os resultados não demoraram: sob sua liderança, a cidade registrou apenas dois homicídios em 2025, ambos com autores presos, uma queda de 54,5% em relação ao ano anterior, conforme balanço divulgado pelo JP Agora. Além disso, João Pinheiro alcançou 100% de prisões em casos de roubo e passou a figurar como a segunda cidade mais segura de Minas Gerais entre os municípios de 25 a 50 mil habitantes. Visivelmente emocionado na tribuna, o Capitão agradeceu a Deus, à Câmara e à tropa, disse que receber o título é “um abraço sincero dessa terra que me acolheu”, não escondeu a dor de estar longe do filho Teo, de três anos, a quem só consegue uma vez ao mês, e fez questão de exaltar os policiais que comanda, a quem chamou de família. “A saudade aperta, marca, machuca, dia após dia. Mas é justamente esse amor que impulsiona a seguir e a honrar cada dia de serviço. Vocês não são apenas colegas de farda. Vocês são o meu abrigo, a minha família quando eu mais preciso”, desabafou.

Antes de encerrar, mudou o tom e mandou um recado para quem está do outro lado da lei, deixando claro que sua prioridade é atender a população de bem, os trabalhadores que levantam cedo e cumprem seus papéis. “Aqueles que não se agradam do cumprimento fiel dos preceitos constitucionais conferidos à gloriosa Polícia Militar, meus sinceros sentimentos. Pois nós continuaremos a combater todas as formas de infrações que colocam em xeque a paz da população ordeira dessas terras”, afirmou. 

O Capitão encerrou citando o filósofo Mário Sérgio Cortella: “Faça o seu melhor nas condições que você tem, enquanto você não tem condições melhores de fazer melhor ainda”.

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