O JP Agora traz a público uma denúncia grave e repugnante que causou revolta em João Pinheiro. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra jovens oferecendo um cigarro eletrônico, conhecido como VAPE, a uma criança que aparenta ter entre 6 e 7 anos. O conteúdo foi postado no perfil de uma das envolvidas como se fosse algo normal, o que gera ainda mais espanto. Nas imagens, é possível ver o momento em que a suposta madrinha entrega o dispositivo à criança; ao dar a primeira tragada, a pequena engasga e leva a mão à boca, evidenciando a irresponsabilidade da ação.
Nossa reportagem apurou que o vídeo foi postado nas redes sociais por uma amiga da madrinha da criança. Após a repercussão negativa, as jovens envolvidas, cujas identidades serão preservadas, demonstraram arrependimento ao serem questionadas. “A mãe da criança já está ciente sobre o vídeo e ela brigou com a gente. Nossos responsáveis já conversaram conosco e explicaram que isso é algo muito sério. Pelo amor de Deus, eu peço que vocês não postem o vídeo, porque isso pode acabar com nossas vidas e com a nossa reputação”, disse uma delas. Ambas afirmaram que a mãe estaria ciente do teor das imagens, mas o JP Agora tentou contato com ela para ouvir sua versão e não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Diante da gravidade dos fatos, o JP Agora apenas repassou o caso ao Conselho Tutelar de João Pinheiro para as devidas providências. Vale ressaltar que a ação de oferecer produtos que possam causar dependência física ou psíquica a menores é considerada crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de detenção e multa. Além disso, a comercialização e o uso de cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil pela ANVISA devido aos seus componentes tóxicos.
Os riscos do cigarro eletrônico para crianças são alarmantes, podendo causar danos irreversíveis ao desenvolvimento cerebral e inflamações pulmonares graves. Nossa reportagem orienta que os pais e responsáveis mantenham um diálogo aberto e constante com seus filhos sobre os perigos desses dispositivos, que muitas vezes são apresentados de forma inofensiva ou recreativa.
A vigilância sobre o conteúdo que as crianças acessam e as companhias com quem convivem é essencial para prevenir situações de risco. O JP Agora seguirá acompanhando a apuração do Conselho Tutelar e o desdobramento deste caso.
