Uma simples reclamação sobre uma entrega de mercadoria terminou em pedrada, xingamento e agressão física na tarde deste sábado (6), no Distrito de Canabrava, em João Pinheiro. A confusão envolveu uma cliente de um mercado, suas duas irmãs, e o neto do proprietário do estabelecimento. No final, sobraram vidros estilhaçados, hematoma no lábio superior de uma das mulheres e duas versões diferentes do que motivou a briga.
De acordo com o que foi apurado pelo JP Agora, tudo começou quando uma cliente de 22 anos fez um pedido de entrega de mercadoria em sua casa. Insatisfeita com o atendimento recebido, a jovem passou a trocar mensagens com a empresa através do WhatsApp. Segundo a versão da cliente e das irmãs, as respostas do estabelecimento foram consideradas ofensivas, com o uso até de emojis interpretados como xingamento. Já o proprietário do mercado afirmou à Polícia Militar que as mensagens da cliente é que teriam sido ofensivas, e que ele apenas respondeu na mesma medida.
Insatisfeita com o desfecho da conversa, a cliente decidiu ir até o mercado acompanhada das duas irmãs para tirar satisfações pessoalmente. Ao chegarem ao estabelecimento, segundo o relato do dono, as três mulheres passaram a xingar e a atirar pedras contra os vidros do local. O proprietário afirmou que segurou as mulheres pelo braço e as orientou a cessar a confusão, informando que já havia acionado a Polícia Militar, momento em que elas se afastaram do local.
Já a versão das três irmãs apresentada à Polícia Militar trouxe um detalhe a mais. Elas confirmaram que foram ao mercado por causa das mensagens, mas afirmaram que no local foram agredidas pelo neto do proprietário, que teria partido para cima delas com socos e chutes. Quando os militares chegaram à residência das mulheres para coletar a versão delas, a cliente de 22 anos apresentava um pequeno hematoma no lábio superior, enquanto as outras duas irmãs não apresentavam sinais visíveis de lesão. A vítima dispensou atendimento médico no momento.
A Polícia Militar tentou retornar ao mercado para localizar o suposto agressor, mas o estabelecimento já havia fechado e o jovem não foi encontrado. A vítima foi orientada quanto às medidas que pode tomar junto à Polícia Civil ou, em caso de novo flagrante, sobre como acionar novamente a Polícia Militar. O caso foi registrado para os trâmites cabíveis.
