Um golpe de sorte fez justiça em João Pinheiro na manhã da última segunda-feira, 14 de abril. Um comerciante de 58 anos passava pela Rua Augusta Cordeiro de Azevedo, no Bairro Vaz Soares, quando algo familiar chamou sua atenção: encostado no muro de uma residência estava um portão que ele conhecia muito bem. Era o mesmo portão que havia sido furtado do seu galpão, no Bairro Novo Floresta, quase dois meses antes, no dia 18 de fevereiro.
Sem pensar duas vezes, o proprietário acionou a Polícia Militar, que compareceu rapidamente ao local. Ao fazer contato com a moradora da casa, uma mulher de 42 anos, ela confirmou ter comprado o portão de um homem conhecido na região pelo valor de R$ 400,00. Segundo ela, não sabia que se tratava de produto de furto e não teria questionado a procedência do objeto, muito menos pedido nota fiscal na hora da compra.
Com as informações em mãos, os militares foram atrás do vendedor e o localizaram em sua residência, no Bairro Cais. O suspeito, um homem de 37 anos, admitiu ter vendido o portão e contou que havia comprado o objeto de um desconhecido, descrito por ele como um homem de aproximadamente 60 anos, moreno, magro e de estatura mediana, que teria passado pela sua casa oferecendo a peça. Ele teria pago R$ 350,00 e revendido por R$ 400,00, lucrando R$ 50,00 na transação.
Tanto o homem quanto a mulher foram presos em flagrante pelo crime de receptação, tiveram seus direitos constitucionais informados e foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro. O portão, por se tratar de um objeto de grandes dimensões e não haver meio de transporte adequado até a delegacia, foi restituído diretamente ao proprietário ainda no local. A lição que fica é clara: comprar produtos sem procedência comprovada, além de alimentar o ciclo de furtos, pode resultar em prisão por receptação, mesmo que o comprador alegue desconhecer a origem ilícita do bem.
