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Conselheira tutelar de João Pinheiro é alvo de sindicância por faltar excessivamente ao trabalho sem justificativa

Portaria publicada pelo CMDCA confirma investigação contra Simone Mendes após denúncia acolhida pelo Ministério Público

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Uma conselheira tutelar de João Pinheiro está sendo investigada por faltas injustificadas e escalas irregulares. A sindicância foi oficialmente instaurada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) após denúncia acolhida pelo Ministério Público de Minas Gerais, que solicitou apuração interna do caso.

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Segundo informações, a conselheira Simone Mendes, teria se ausentado por cerca de 45 dias entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, sem apresentar justificativas legais, como atestado médico ou concessão de férias. A denúncia aponta ainda que ela teria montado escalas de plantão em desacordo com o regimento interno, comparecendo ao trabalho em horários aleatórios.

O processo de sindicância foi formalizado pela Portaria nº 001/2025, publicada no site da Prefeitura de João Pinheiro. Uma comissão foi designada pelo CMDCA para apurar os fatos. Ao todo, sete pessoas foram ouvidas no procedimento, incluindo a denunciada. As oitivas — termo utilizado para designar a etapa de escuta formal dos envolvidos e testemunhas — já foram realizadas.

Agora, a comissão sindicante trabalha na elaboração do relatório final, que deverá ser encaminhado ao Ministério Público para as providências legais cabíveis. A conselheira tem direito à ampla defesa durante todo o trâmite.

Em resposta ao JP Agora, Simone afirmou que “não vai se pronunciar” sobre o assunto neste momento, reforçando que “não há parecer final” e pedindo que seu nome não seja utilizado em notícias até a conclusão do processo.

O salário bruto de um conselheiro tutelar em João Pinheiro atualmente é de R$ 3.197,75, com valor líquido aproximado de R$ 2.861,48. Conselheiros são escolhidos por meio de votação popular para mandatos de quatro anos, com a responsabilidade de garantir os direitos de crianças e adolescentes conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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