Uma descoberta que está reescrevendo a história da medicina e devolvendo a esperança a milhares de pessoas. É do Brasil o avanço científico que está permitindo que pacientes tetraplégicos e paraplégicos voltem a se mexer. A responsável por essa revolução é a pesquisadora brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que desenvolveu a polilaminina, uma proteína da placenta que está sendo carinhosamente chamada de “proteína de Deus” pelos resultados que tem apresentado.
Após 25 anos de dedicação a esse estudo impressionante, a Dra. Tatiana Sampaio e sua equipe desenvolveram um medicamento experimental à base de proteínas da placenta, capaz de regenerar nervos e reverter lesões medulares. A polilaminina atua como uma espécie de “cola biológica”, auxiliando na regeneração de axônios danificados na medula espinhal. O composto é injetado diretamente no local da lesão, e os resultados são surpreendentes.
Até o momento, pelo menos 16 brasileiros já conseguiram na Justiça o direito de receber a injeção, e cinco deles recuperaram movimentos. Entre os casos de sucesso está Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que sofreu uma lesão medular em um acidente de motocross. Menos de 48 horas após a aplicação, ele já relatava sensibilidade nos membros inferiores e conseguiu contrair músculos. Outros pacientes, como Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, voltaram a andar, e Diogo Barros Brollo, de 35, que ficou paraplégico, conseguiu mexer o pé.
A fase 1 da pesquisa clínica, que comprova a segurança e eficácia do tratamento, já foi aprovada pela Anvisa, um passo crucial para que a polilaminina possa chegar ao mercado. O investimento necessário para que o medicamento esteja disponível nas farmácias gira em torno de R$ 28 milhões. A Dra. Tatiana Sampaio, que chefia uma equipe de 15 pessoas no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, é uma figura inspiradora: aos 59 anos, mãe de dois filhos e acolhendo uma jovem órfã, ela dorme apenas seis horas por noite e prefere a “vida real” às redes sociais, dedicando-se integralmente à ciência que transforma vidas.
