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“Ele não estava armado”: ex de Quintino Júnior dá nova versão sobre homicídio no bairro Cais, em João Pinheiro

Em entrevista ao Jefferson Sputnik, Angélica contestou a versão inicial de legítima defesa e disse que Quintino entrou pelo portão

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A ex-companheira de Quintino Júnior, de 40 anos, morto com tiros na cabeça neste sábado, 26 de setembro, no bairro Cais, em João Pinheiro, apresentou uma versão diferente da que circulou nas primeiras horas após o crime. Em entrevista exclusiva ao jornalista Jeferson Sputnik, Angélica, que foi casada com ele por 17 anos, afirmou que Quintino não estava armado, não pulou o muro da casa e entrou pelo portão depois de a dona do imóvel permitir a entrada.

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Inicialmente, a principal linha de apuração era de legítima defesa. Segundo as primeiras informações, testemunhas relataram que Quintino rondou a casa durante toda a madrugada e que estava armado quando entrou no imóvel. Por essa versão, Volnei Charles, de 31 anos, que também estava na casa, teria tomado a arma de Quintino e disparado contra ele. O relato de Angélica contradiz esses pontos.

Segundo ela, os dois tinham passado a noite em uma festa, beberam e chegaram a conversar sobre uma possível reconciliação. Depois de uma discussão, Angélica foi para casa. Mais tarde, por volta da 01:00h, ela saiu atrás de Quintino, que estava de moto e, segundo ela, muito alterado. Os dois se separaram de novo, e Angélica foi para a casa de conhecidos, onde ficou até de madrugada.

Por volta das 05:00h, conta ela, Quintino apareceu no local. "Eu olhei pela janela e vi ele em cima do muro, mas ele não pulou. Ele ficou em cima do muro", afirmou. Segundo Angélica, ele ficou do lado de fora insistindo para que ela saísse e chegou a dizer que ia bater nela. "Só que ele nunca me bateu, nunca me agrediu, mas ele estava bêbado", disse. Ela conta que preferiu não aparecer, para evitar confusão.

Ainda de acordo com o relato, a dona da casa discutiu com Quintino e acabou deixando o portão aberto. Depois de um tempo, ele disse que ia entrar para ver se Angélica estava lá, e a dona do imóvel autorizou. Ele percorreu a sala e foi até um dos quartos, quando o marido da proprietária começou a empurrá-lo para fora. "Quando chegou na porta, eu só escutei três tiros", afirmou Angélica, que estava escondida em outro cômodo e diz não ter visto quem atirou.

Angélica confirmou que, depois da separação, há cerca de cinco meses, passou a se relacionar com Volnei Charles. Segundo ela, Quintino não chegou a ofender Volnei e, antes dos tiros, só a chamava para conversar. "Ele não podia ter morrido dessa forma. Ele agiu com ignorância de querer entrar, mas ele não pulou o muro, não estourou o portão", disse.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que vai apurar a dinâmica dos fatos, a origem da arma e quem efetuou os disparos.

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