A lembrança das ruas coloridas de verde e amarelo, o cheiro de tinta fresca no asfalto e a união de vizinhos para torcer pela Seleção Brasileira voltaram a pulsar forte no coração de quem sente saudade dos anos 2000. Aquela velha tradição de pintar as vias públicas para a Copa do Mundo, que parecia adormecida, ganhou um novo fôlego e transformou a rotina de uma comunidade inteira, provando que a paixão pelo futebol e a nostalgia ainda têm o poder de unir gerações.
Esse resgate histórico e cheio de emoção aconteceu na Rua José de Oliveira Silva, no Bairro Papagaio. Na sexta-feira, 19 de junho, dia do jogo entre Brasil e Haiti, os alunos do primário da Escola Estadual Maria José de Paula deixaram as salas de aula de lado por um momento e colocaram a mão na massa. Junto com professores e funcionários, os pequenos ajudaram a desenhar e colorir o brasão da CBF, a camisa da Seleção, a bandeira do Brasil e a pintar os meios-fios com as cores verde, amarela e azul.
A iniciativa partiu dos próprios professores, funcionários e da administração da escola, que enxergaram na Copa do Mundo uma oportunidade pedagógica de trabalhar a história do Mundial e incentivar os estudantes. A ação foi realizada para demonstrar o amor e o apoio dos alunos à Seleção Brasileira. Toda a tinta utilizada na pintura foi doada voluntariamente pelos próprios colaboradores.
Esse movimento no Bairro Papagaio não é um caso isolado, mas faz parte de uma tendência que promete ganhar ainda mais fôlego para o Mundial de 2026. Impulsionada pelas redes sociais, pela nostalgia e pela vontade de transformar o asfalto em um ponto de convivência, a tradição de pintar as ruas voltou com tudo, criando memórias para as crianças e reacendendo o orgulho verde e amarelo.
