Uma adolescente de 16 anos que trabalha em um supermercado no Alvorada acusou o gerente do estabelecimento de assédio sexual no final da tarde de quarta-feira (16). Ela disse para a polícia que estava limpando uma prateleira quando o suspeito, Emerson Barbosa, a abraçou por trás, encostou os genitais em suas nádegas e ficou se esfregando por alguns segundos. A menor disse, ainda, que outras funcionárias também já foram assediadas pelo mesmo homem.
A adolescente disse que trabalhava no caixa e que o gerente e suspeito a tirou de suas funções e solicitou que ela limpasse as prateleiras. Prontamente, a menor atendeu à ordem. Enquanto limpava uma das prateleiras, segundo contou, o gerente chegou por trás e a abraçou, encostou seus genitais em suas nádegas e se esfregou por alguns segundos, até que saiu e a deixou sozinha.
Os policiais verificaram as imagens do circuito interno de vigilância, mas o corredor onde supostamente aconteceu o assédio não é coberto por nenhuma câmera. A vítima disse que outras funcionárias já passaram pela mesma situação e que, inclusive, uma delas já registrou uma ocorrência em 2018.
O caso se enquadra como assédio sexual por ter sido cometido pelo gerente contra a funcionária, conduta tipificada no artigo 216-A do Código Penal.
O gerente Emerson Barbosa foi preso ontem, quinta-feira (17), porém foi posto em liberdade provisória, arbitrada pelo juízo. O caso segue em investigação.
Um estudo divulgado pelo DataFolha em 2018 revela que o assédio no trabalho já foi relatado por 15% das brasileiras, incluindo as formas de assédio físico (2%) e verbal (11%). Há ainda 10% que já foram assediadas sexualmente na escola ou faculdade (8% verbalmente, e 1% fisicamente) e 6% que já sofreram assédio dentro de casa (1% verbalmente, e 4% fisicamente).
Entre as mais jovens, na faixa de 16 a 24 anos, a taxa de vítimas de assédio nas ruas (45%) fica acima da média, e cai conforme o avanço da faixa etária, chegando a 11% entre as mais velhas, com 60 anos ou mais. Entre as mulheres com curso superior, fica acima da média o índice de vítimas de assédio na faculdade ou escola (16%), no trabalho (23%), no transporte público (32%) e nas ruas (33%).
Se você foi vítima de qualquer tipo de assédio, não tenha medo de denunciar. Abaixo, um passo a passo publicado pelo Catraca Livre demonstra o que se pode fazer em casos como este.


