Uma mulher de 44 anos passou por momentos de puro terror na madrugada do último domingo (9), em João Pinheiro, depois que o ex-namorado, um homem de 45 anos, identificado como Luciano Fernandes, inconformado com o fim do relacionamento, invadiu sua casa três vezes, quebrou móveis, destruiu seu carro e ainda fez ameaças. O homem, que tem histórico de agressão contra mulheres, fugiu antes da chegada da polícia e até agora não foi encontrado.
As agressões não começaram ontem. No dia 26 de janeiro deste ano, quando ainda estavam juntos, ele já havia dado um tapa no rosto da vítima e freado bruscamente o carro, fazendo com que ela batesse o rosto no painel. Mesmo assim, ela não registrou ocorrência.
Depois que terminou o relacionamento, há cerca de uma semana, Luciano não aceitou a separação e começou a insistir para voltar. Sem conseguir convencê-la, na madrugada de domingo, 09 de fevereiro, ele apareceu na casa da ex por volta da meia-noite, tomou o celular dela e quebrou o aparelho antes de ir embora.
Pouco tempo depois, ele voltou ainda mais alterado, pegou pedras e destruiu os vidros do carro da vítima, que estava na garagem. Sem conseguir entrar na casa, fugiu de novo.
Mas o pior ainda estava por vir. Por volta das 3h da manhã, o agressor pulou o muro da casa, quebrou a porta de vidro da sala e destruiu a televisão, saindo logo em seguida. A vítima relatou que, durante as invasões, ele a ameaçou, dizendo que sabia onde ela trabalhava e que iria “pegá-la” por lá.
A situação foi tão grave que não parou apenas nela. A irmã da vítima contou que toda a família também vem sendo ameaçada, com o agressor dizendo que sabe onde moram e que vai atrás de todos. Além disso, um outro familiar teve o vidro traseiro do carro quebrado, após alguém arremessar uma pedra por cima do muro. Ele também apontou o ex-companheiro da vítima como o principal suspeito.
A Polícia Militar foi acionada, mas, quando chegou ao local, o agressor já havia fugido. Rastreamentos foram feitos, mas ele ainda não foi encontrado. A vítima e seus familiares, muito assustados, foram orientados sobre as medidas legais que podem ser tomadas para garantir a segurança de todos. O caso segue sob investigação.
