Faltam 1.094 pessoas. Esse é o tamanho da distância que separa João Pinheiro de um marco simbólico que a cidade persegue há anos: a marca dos 50 mil habitantes. É o que aponta a nova estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 28 de agosto.
Pelos números, o município saiu de 48.725 moradores em 2025 para 48.906 em 2026, um acréscimo de 181 pessoas em um ano. O crescimento equivale a 0,37%, exatamente o mesmo ritmo registrado pelo Brasil no período, o que mostra uma cidade que cresce de forma estável, sem os saltos nem as quedas vistos em outros municípios da região.
Com esse número, João Pinheiro se mantém como a terceira maior cidade do Noroeste de Minas, atrás apenas de Paracatu, que chegou a 99.578 moradores, e de Unaí, com 91.884. As três concentram a maior parte da população da região e puxam a economia do Noroeste.
Nas cidades vizinhas, o movimento foi majoritariamente de alta. Brasilândia de Minas passou de 15.485 para 15.535 habitantes, Lagoa Grande subiu de 9.235 para 9.257, e Varjão de Minas cresceu de 7.305 para 7.363. Presidente Olegário praticamente estacionou, com apenas 13 moradores a mais, chegando a 19.205. Já São Gonçalo do Abaeté teve leve queda e passou de 7.515 para 7.510 pessoas.
| Cidade | 2025 | 2026 | Variação | % |
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Entre as maiores da macrorregião, Patos de Minas foi a que mais cresceu em números absolutos no entorno, ganhando 1.231 moradores e ultrapassando os 170 mil habitantes. Paracatu somou 573 pessoas e se aproxima dos 100 mil.
As estimativas do IBGE têm como referência o dia 1º de julho de cada ano e não substituem o Censo, mas são o dado oficial usado como base para o repasse de recursos federais, o planejamento de políticas públicas e o dimensionamento de serviços como saúde e educação. Segundo apurado pelo JP Agora, é esse número que orienta boa parte das decisões orçamentárias que chegam ao município.
