O que começou como um pedido desesperado de uma mãe de João Pinheiro para encontrar o filho desaparecido terminou da pior forma possível. José Américo Jacinto Neto, de 20 anos, recruta da Marinha do Brasil, foi encontrado morto em Brasília. Ele havia sido atropelado no mesmo dia em que desapareceu, e o corpo foi reconhecido pela mãe no Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal na manhã desta terça-feira, 10 de março.
Na manhã do último domingo, 8 de março, José Américo Neto saiu do apartamento onde morava, no Riacho Fundo 1, dizendo que iria comprar ingredientes para preparar o almoço. O último contato com a família havia sido por volta das 9h. A partir daquele momento, ninguém mais teve notícias dele. Na segunda-feira, preocupada com o sumiço, sua mãe, Rita Cássia, procurou ajuda nas redes sociais pedindo que quem tivesse informações sobre o paradeiro do filho entrasse em contato. Foi a partir dessa divulgação que começaram a surgir relatos sobre um atropelamento ocorrido na região.
O acidente aconteceu na manhã de domingo, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), em frente ao Riacho Fundo 1. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado por volta das 10h22 e enviou três viaturas ao local. Quando as equipes chegaram, encontraram José Américo Neto caído na pista após ter sido atingido por um VW Jetta preto. Os socorristas constataram traumatismo cranioencefálico grave e parada cardiorrespiratória. Apesar de todos os esforços, o óbito foi confirmado no local pelo SAMU. A dinâmica do acidente ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
José Américo Neto estava em um momento especial da vida. Ingressado na Marinha do Brasil em abril de 2025 como recruta, ele aguardava a dispensa do serviço militar, prevista para esta semana. Já tinha novo emprego confirmado em uma empresa, com início marcado para o dia 16 de março, e também se preparava para participar de uma corrida na segunda-feira. Sonhos e planos que foram interrompidos de forma brutal e precoce.
A confirmação da morte gerou grande comoção entre familiares, amigos e moradores de João Pinheiro. Descrito por todos que o conheciam como um jovem trabalhador, sonhador e cheio de energia, José Américo deixa uma saudade enorme na cidade que o viu crescer.
