Iorrany Rodrigues Braga Guedes partiu aos 13 anos, mas o coração que sempre quis o bem de todos continua batendo em outras pessoas. A família da adolescente de Brasilândia de Minas, que morreu na terça-feira (28) após ser atingida por uma caminhonete Amarok enquanto andava de bicicleta elétrica, tomou uma decisão que transformou a dor da despedida em esperança: doou os 11 órgãos de Iorrany, salvando a vida de várias pessoas que aguardavam na fila de transplantes.
A decisão foi tomada pela família em meio ao momento mais difícil de suas vidas. Enquanto Brasilândia e Dom Bosco se despediam de Iorrany nesta quinta-feira (30) com velório, cortejo emocionante e sepultamento, a notícia da doação se espalhou e comoveu ainda mais quem acompanhava o caso. Uma menina que em vida sonhava em cursar Direito, se trancava no quarto para orar e queria levar toda a família para a igreja, na morte continuou fazendo o que sempre fez: cuidar do próximo.
A irmã Emily já havia descrito Iorrany como “a menina mais meiga, carinhosa, atenciosa, que todos em Brasilândia e fora de Brasilândia conheciam”. A doação de órgãos confirmou o que todos já sabiam: Iorrany tinha um coração que não cabia em si. Mesmo partindo tão jovem, ela agora vive em 11 pessoas que ganharam uma segunda chance graças ao gesto de amor de uma família que, no momento de maior dor, pensou no próximo.
O JP Agora se solidariza mais uma vez com a família de Iorrany e reconhece a grandeza desse ato. A doação de órgãos salva vidas e transforma a dor em legado. Iorrany segue viva em cada vida que ajudou a salvar.
