Durante reunião da Câmara Municipal de João Pinheiro realizada nesta segunda-feira (24), monitoras de creches e escolas municipais ocuparam a tribuna para reivindicar melhores salários e condições dignas de trabalho, a situação vem de anos atrás. Representando as colegas, Maria de Fátima denunciou o baixo salário mensal de R$ 1.336, valor que, segundo ela, não é suficiente para sustentar suas famílias.
Segundo Maria de Fátima, a situação das monitoras é precária, especialmente comparada a cidades vizinhas. “Em Paracatu, Brasilândia e Unaí, as monitoras recebem mais de R$ 2.700,00. Por que só em João Pinheiro recebemos menos que um salário mínimo?”, questionou. Ela ainda ressaltou que a maioria das profissionais possui formação superior em Pedagogia, mas não conseguem assumir cargos efetivos devido à falta de concursos públicos.
Outro ponto grave levantado pelas monitoras é a falta de direitos trabalhistas básicos, como atestado médico e carteira assinada. “Se ficamos doentes e precisamos faltar ao trabalho, além do desconto salarial, somos penalizadas com a redução da carga horária anual”, afirmou Maria. Ela também apontou que as monitoras não recebem pagamento durante as férias escolares de julho, janeiro e fevereiro, complicando ainda mais a situação financeira.
Flávio Babu sugeriu a formação de uma comissão de monitoras para se reunir diretamente com o prefeito e o secretário municipal de Educação, visando discutir e solucionar a questão salarial e das condições trabalhistas. O vereador Uilian confirmou já ter contatado o secretário Edim, que se mostrou disposto a ouvir as monitoras e estudar alternativas.
Em resposta às cobranças feitas na reunião, Darley, líder do governo na Câmara, afirmou que a Prefeitura já iniciou estudos para melhorar as condições das monitoras e garantiu que uma solução será apresentada em breve. “Vamos sentar com uma comissão de monitoras e encontrar uma solução digna para essa situação”, assegurou o vereador.
Caso as reivindicações não sejam atendidas, Maria de Fátima advertiu que as monitoras entrarão em greve. “Sem nós, as creches e escolas não funcionam. Estamos cansadas de esperar, queremos nossos direitos”, concluiu. A categoria aguarda agora uma reunião oficial com representantes da Prefeitura para definir os próximos passos.
