Um motorista que matou uma mulher grávida de oito meses em um grave acidente na MG-181, em Brasilândia de Minas, foi flagrado dirigindo em zigue-zague pela rodovia momentos antes do acidente, além disso, possui histórico de autuações por embriaguez ao volante, segundo informações da Polícia Militar Rodoviária.
O acidente aconteceu na tarde de domingo (4), por volta das 14h30. De acordo com a PMRv, o condutor da caminhonete Ford F-4000 seguia pela MG-181 quando passou a trafegar de forma irregular, em zigue-zague, levantando suspeitas. Pouco depois, ele cochilou ao volante, invadiu a contramão e bateu de frente com o carro onde estava Kênia Ferreira Lima, grávida de oito meses, e o marido. O teste do bafômetro apontou 0,49 mg/l de álcool, acima do limite permitido.
A vítima morreu no local junto com o bebê que esperava. O marido ficou preso às ferragens, sofreu fraturas expostas nas pernas e trauma no tórax, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para atendimento médico. O corpo de Kênia foi levado para o Posto Médico-Legal de Paracatu.
Segundo a PMRv, o motorista, Valdeci José Bispo de Paula, de 51 anos, já havia sido autuado na mesma rodovia em abril de 2022 por apresentar sinais de embriaguez durante uma operação policial, quando se recusou a fazer o teste do bafômetro. Antes disso, em outubro de 2021, ele foi preso em flagrante por dirigir sob influência de álcool, com resultado de 0,71 mg/l no etilômetro, pagando fiança e respondendo ao processo em liberdade.
Após o acidente de domingo, Valdeci foi preso em flagrante. A Polícia Civil informou que a prisão foi ratificada por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool e que a perícia esteve no local para coletar vestígios. O inquérito foi instaurado em Brasilândia de Minas. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou que o motorista deu entrada no Presídio de João Pinheiro na manhã de segunda-feira (5), onde permanece à disposição da Justiça.
Moradora de Unaí, Kênia tinha 37 anos, trabalhava como cuidadora de idosos e já era mãe de uma menina. Ela estava no oitavo mês de gestação e aguardava a chegada do segundo filho, um menino, cuja gestação havia sido celebrada recentemente com um chá de revelação. O caso causou forte comoção na região e reacendeu o debate sobre os riscos da combinação entre álcool e direção.
