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Mulher se esconde na vizinha após marido pegar picareta e correr atrás dela para matar em João Pinheiro

Vítima mudou versão na delegacia e disse que companheiro "é bonzinho"; Justiça soltou o homem, mas impôs restrições e proibição de contato

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Um homem foi preso em flagrante depois de agredir a esposa com socos na cabeça, persegui-la com uma faca e, em seguida, com uma picareta dentro de casa, no Bairro Papagaio, em João Pinheiro. A vítima precisou fugir para a casa de uma vizinha para escapar. No dia seguinte, a Justiça soltou Edimar da Silva Oliveira, de 34 anos, mediante pagamento de fiança e uma série de restrições, incluindo a proibição de se aproximar da esposa.

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Tudo começou na tarde da última sexta-feira, 6 de março, quando a mulher, de 40 anos, foi buscar Edimar em um bar. Já dentro de casa, ele passou a xingá-la e ameaçou matá-la. A situação escalou rápido: ele deu vários socos na cabeça dela e depois pegou uma faca, avançando em sua direção. Com medo, a vítima correu para a rua pedindo socorro. Foi quando Edimar largou a faca, pegou uma picareta e saiu correndo atrás dela. Para se salvar, a mulher entrou na casa de uma vizinha e ficou escondida até a Polícia Militar chegar.

Na delegacia, porém, a versão da vítima mudou de tom. Ela confirmou que levou “um tapa na cabeça” e que o marido correu atrás dela com uma ferramenta, mas amenizou os fatos dizendo que “ele não lembra de nada porque estava bêbado” e que “ele é bonzinho para mim, nem sei o que houve”. Questionada se queria representar contra ele ou pedir medidas protetivas, respondeu que não. Edimar, por sua vez, negou qualquer agressão e disse que a briga foi por causa do aluguel da casa, já que a vítima queria que ele saísse do imóvel mas continuasse pagando o aluguel para ela.

A vítima foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde o médico constatou uma arranhadura no ombro direito. Edimar também foi levado à unidade de saúde e, depois, ambos foram encaminhados à delegacia. Segundo apurado pelo JP Agora, o Ministério Público apontou contradições entre o relato dado aos militares e o prestado na delegacia, e considerou que as lesões constatadas não eram compatíveis com a gravidade das agressões descritas inicialmente. Ainda assim, o promotor reconheceu que houve violência e pediu a homologação do flagrante.

A Justiça concordou, homologou o flagrante e soltou Edimar mediante fiança de dois salários mínimos. Como condição para a liberdade, ele ficou proibido de se aproximar da vítima a menos de 200 metros, deve cumprir recolhimento domiciliar das 20h às 6h, está proibido de frequentar bares e não pode ter qualquer contato com a esposa por telefone ou redes sociais. O Ministério Público também solicitou que o CREAS acompanhe o casal.

Mulheres em situação de violência podem ligar 190 em emergências ou denunciar pelo 181.

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