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Nova promessa para velho problema: Copasa inaugura nova ETA e promete reduzir falta de água por “turbidez”

Empresa diz que obra aumenta capacidade e reduz impacto de chuvas, que antes paravam a estação antiga

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Na noite de domingo, 25 de janeiro, João Pinheiro ganhou uma “nova promessa” para um velho problema: água chegando com mais força e com menos sustos. A Copasa colocou em operação uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no município, obra avaliada em R$ 13,6 milhões e que, segundo a empresa, deve ampliar em 20% a capacidade de produção do sistema, atendendo cerca de 48 mil habitantes.

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De acordo com a Copasa, a unidade consegue tratar até 110 litros por segundo e foi construída ao longo de quase dois anos, com início em março de 2023. A companhia afirma ainda que a nova estrutura ajuda a normalizar o abastecimento com mais rapidez quando houver interrupções para manutenções e garante maior estabilidade até em períodos de chuva.

E é aí que entra um ponto que o pinheirense conhece bem: a tal “turbidez”, termo usado para falar do aumento de sujeira na água do manancial em épocas de enxurrada. Segundo o gerente regional Saulo Bernardes, antes a estação antiga precisava ser paralisada para manter a qualidade da água, mas agora a nova ETA consegue funcionar mesmo com as mudanças causadas pelas chuvas. Para muita gente, porém, fica a ironia: em João Pinheiro, a “turbidez” quase virou a vilã oficial de cada torneira seca, e a expectativa é que, com a nova estação, essa justificativa perca espaço para um abastecimento mais firme.

A água captada no ribeirão dos Órfãos passa por etapas de limpeza e desinfecção antes de chegar às casas, e o investimento também incluiu a duplicação de uma adutora, com mais de 3 km de redes. A Copasa informou que a ETA antiga continuará ativa como apoio, funcionando como alternativa em caso de necessidade.

A empresa também anunciou novos passos: uma licitação de R$ 9 milhões deve sair no primeiro semestre deste ano para melhorias elétricas e na captação, além da proposta de transformar a ETA antiga em unidade de bombeamento. A previsão divulgada é iniciar os serviços ainda em 2026 e concluir no fim de 2027.

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