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Num dia arrombaram tudo, no outro tocaram fogo, mãe e filho perdem casa e fogem de João Pinheiro

Suspeitos arrancaram porta, furtaram pertences e quebraram tudo por dentro; no dia seguinte a residência foi encontrada em chamas 

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Uma mãe de 48 anos e seu filho de 17 precisaram fugir de João Pinheiro depois de viverem dois dias de terror no Bairro Pinheiros. Na segunda-feira (11), a casa da família foi arrombada, saqueada e destruída por dentro. Na terça-feira (12), o imóvel foi consumido por um incêndio. Sem condições de permanecer na cidade, mãe e filho embarcaram na rodoviária, onde se abrigaram na casa de parentes.

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O primeiro ataque aconteceu quando a família se ausentou na tarde de segunda-feira. Ao retornarem à residência na Rua Girasol, encontraram o imóvel completamente revirado. Os suspeitos arrancaram uma folha de zinco da porta da cozinha para entrar e danificaram as portas da frente e dos fundos. 

Além de furtar uma caixa de som bluetooth e um tênis, destruíram pratos, copos, armário e fogão, deixando tudo espalhado pelo chão. O adolescente relatou à Polícia Militar que conhece os suspeitos e que existe uma desavença antiga entre eles. Segundo o jovem, o grupo costuma exibir armas e drogas na rua e em frente à residência para intimidar os moradores, e o conflito teria piorado após a família denunciá-los em outra ocasião.

Na terça-feira (12), por volta das 15h, vizinhos ligaram para a mãe avisando que a casa estava pegando fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas, mas a residência ficou destruída. A família acredita que o incêndio foi criminoso e aponta o mesmo grupo suspeito do arrombamento. Segundo o relato da mãe e do filho, um dos envolvidos vinha tentando aliciar o adolescente para o tráfico de drogas, o que teria motivado toda a perseguição. Não há câmeras de segurança na região que possam confirmar a autoria.

Mãe e filho foram encaminhados ao CREAS para receber assistência social e informaram que só retornariam a João Pinheiro para buscar o que restou dos pertences. O caso foi registrado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para investigação.

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