Três prisões, um mesmo golpe e mais de R$ 1 milhão em prejuízo. Esse é o currículo criminal de um pinheirense de 30 anos que se tornou conhecido em Uberlândia como o “falso corretor de imóveis” e que, mesmo após passar 10 meses atrás das grades, voltou a enganar vítimas em menos de um mês de liberdade. Na terça-feira (17), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra ele no bairro Saraiva.
A investigação que levou à terceira prisão teve início no dia 9 de março, quando uma vítima procurou a delegacia relatando ter sido induzida a pagar R$ 35 mil pelo ágio de um imóvel no bairro Luizote. Desconfiada da negociação, a pessoa fez buscas na internet e percebeu que havia caído em uma fraude. A Polícia Civil identificou o suspeito e confirmou tratar-se do mesmo homem já investigado e preso nas outras duas ocasiões.
O esquema seguia o mesmo padrão das vezes anteriores, o investigado contava com a ajuda de um comparsa que se passava pelo proprietário dos imóveis negociados de forma fraudulenta. A dupla utilizava documentos falsos para convencer as vítimas. Pouco mais de uma semana após a denúncia, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva, que foi aceita pelo Ministério Público e autorizada pela Justiça. O homem foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis.
O histórico do pinheirense no mundo do crime é extenso. A primeira prisão aconteceu em 27 de novembro de 2024, no bairro Brasil, em Uberlândia, quando ele foi indiciado por estelionato, invasão de domicílio e associação criminosa. Na ocasião, a polícia apurou que ele agia desde 2022 com a ajuda de comparsas e que pelo menos 13 pessoas, com idades entre 40 e 60 anos, foram vítimas do grupo, com prejuízos individuais que variavam entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. As vítimas eram atraídas por anúncios em redes sociais e adquiriam imóveis supostamente desocupados. Em alguns casos, o suspeito chegava a invadir o imóvel e trocar as fechaduras para apresentar o local às vítimas, que só descobriam a fraude quando vizinhos as alertavam ou quando tentavam registrar a propriedade.
Liberado em 16 de janeiro de 2025 com tornozeleira eletrônica, o investigado foi preso novamente em 11 de abril do mesmo ano, no estacionamento de um cartório no Centro de Uberlândia, acompanhado de uma nova vítima. Após essa segunda prisão, ficou detido por 10 meses e foi solto em 31 de janeiro deste ano, e bastaram menos de 30 dias para que voltasse a aplicar novos golpes.
Segundo apurado pelo JP Agora, a polícia reforça o alerta para que pessoas interessadas em comprar imóveis busquem sempre profissionais credenciados e consultem a situação jurídica do bem antes de realizar qualquer pagamento.
