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Pit Bulls atacam cachorrinha e policial precisa atirar três vezes para conter os animais em Brasilândia de Minas

Três tiros de pistola calibre .380 cessaram o ataque; cadela e os dois Pit Bulls ficaram feridos e foram levados à clínica veterinária

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Dois cachorros da raça Pit Bull escaparam de um lote em Brasilândia de Minas, no Noroeste de Minas, e atacaram uma cachorrinha vira-lata no centro da cidade na tarde de domingo, 26 de julho. O caso foi parar na Polícia Militar e resultou em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o dono dos animais, um homem de 32 anos, por omissão de cautela na guarda de animal.

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A confusão começou por volta das 17:20h, na Rua Antônio Laurindo, em uma área residencial movimentada, com crianças e moradores por perto. Populares tentaram de tudo para afastar os Pit Bulls da cachorrinha, jogaram água, usaram pedaços de madeira e outros objetos, mas não conseguiam conter os animais, que já tinham porte grande e estavam extremamente agressivos. A situação só foi controlada depois que um sargento da Polícia, que mora nas proximidades e se preparava para assumir o turno de serviço, foi acionado pelos próprios vizinhos. Ao chegar e ver que as tentativas dos moradores não tinham funcionado, o militar efetuou três disparos com uma pistola Taurus calibre .380 de uso particular, registrada em seu nome. Os tiros cessaram o ataque imediatamente.

Uma médica-veterinária, de 28 anos, foi chamada para avaliar os animais feridos, que foram encaminhados para atendimento na clínica Vetlove e ficaram sob a responsabilidade do proprietário. A arma de fogo e os documentos do militar foram apresentados aos Policiais para conferência. O dono dos cachorros, localizado em seguida, alegou que os animais eram mantidos no interior do lote e que a porta teria sido arrombada por uma pessoa não identificada, o que teria permitido a fuga. Mesmo assim, ele foi enquadrado no artigo 31 do Decreto-Lei 3.688/1941, a Lei das Contravenções Penais.

O homem, acompanhado de um advogado, assinou um Termo de Compromisso de Comparecimento (TCO). Ele vai responder por omissão de cautela na guarda de animal. O caso também foi encaminhado à 6ª Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro.

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