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Polícia Civil prende dois investigados pelo homicídio de mulher de 43 anos dada como desaparecida

Segundo o delegado do caso, os suspeitos estavam ameaçando testemunhas, o que justificou a prisão preventiva

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A Polícia Civil de João Pinheiro cumpriu ontem (19) dois mandados de prisão contra dois investigados pela morte de uma mulher de 43 anos. A vítima está desaparecida desde fevereiro de 2019, mas a polícia tem fortes indícios para acreditar que ela foi assassinada, mesmo sem terem encontrado o corpo.

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Adriana Aparecida Gonçalves de Oliveira desapareceu no dia 27 de fevereiro de 2019. Na época, foi noticiado que ela disse que pegaria uma carona em João Pinheiro com destino a Patos de Minas, mas nunca mais tiveram notícias dela. O caso segue sendo investigado e a polícia está convicta que ela foi vítima de homicídio. O corpo ainda não foi encontrado, mas, segundo o Delegado, isso não impede que os suspeitos sejam denunciados por homicídio. Nesse caso, também serão denunciados por ocultação de cadáver.

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Os homens que foram presos preventivamente ontem são João Kenedy Borges dos Santos e Kelven Borges dos Santos. Segundo o Delegado, as investigações apontam que eles são os principais suspeitos do crime e que agiram em razão de dívidas de drogas. O delegado afirmou, ainda, que os dois estavam ameaçando testemunhas, o que motivou o pedido e o deferimento da prisão preventiva.

Ação contestada pela família

A família de ambos os investigados contestou a ação dos policiais e afirmaram que eles abusaram da força no momento da prisão. O JP Agora ouviu os familiares e todos estão convictos da inocência dos dois.

Não houve nenhum excesso de força. Segundo o delegado, em razão da alta periculosidade dos investigados, vários policiais foram designados para a operação, alguns portando armas letais e outros armas não letais. Ainda segundo o delegado, o suspeito somente levou o tiro de bala de borracha porque tentou fugir, não obedeceu a ordem e partiu para cima do policial, que disparou para manter a sua e a integridade física de todos os demais.

O suspeito atingido foi prontamente socorrido e as lesões causadas não foram graves. O delegado garantiu que as investigações estão quase finalizadas e em breve o caso deve seguir para o Ministério Público para a distribuição da denúncia.

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