O caso do jovem cigano que teria trocado tiros com um policial militar no meio da rua em Riachinho – MG está longe de ser resolvido. A família, que já havia vindo a público demonstrar sua preocupação com as possíveis perseguições da Polícia Militar, afirma, agora, que Mateus não atirou contra o soldado Gidemilson.
A redação do JP Agora recebeu um áudio de Dara, irmã de Mateus, no qual ela conta uma versão diferente daquela divulgada anteriormente. A jovem afirmou e disse que pode garantir que seu irmão não deu um tiro sequer contra o soldado Gidemilson e sequer estava armado.
De acordo com a jovem, Mateus estava na residência de um conhecido quando o PM chegou e começou a provocá-lo por conta de questões relacionadas a multas de trânsito, versão diferente daquela que chegou ao conhecimento do JP Agora anteriormente, que dizia ter sido o jovem que começou a discussão.
Continuando, a irmã do cigano afirmou que soube por testemunhas que presenciaram os fatos que, depois de ouvir as provocações do PM, o jovem se levantou para brigar, mas os dois não chegaram às vias de fato porque, segundo ela, os dois correram.
“Meu irmão levantou para brigar, ir nos tapas com o policial. A partir desse momento, o policial correu e o meu irmão também e foi pra dentro do carro dele.”
Na versão apresentada por Dara, o irmão também passou pelo supermercado onde Gidemilson estava escondido, mas não chegou a descer e nem ameaçá-lo da forma divulgada antes. Depois de passar pelo mercado, então, Mateus teria voltado na mesma rua e, logo a frente, topou com o PM novamente.
Neste momento, o soldado efetuou cinco disparos na direção do cigano. Dara garantiu que testemunhas viram que seu irmão não atirou nenhuma vez contra o policial. Na sequência, a jovem conta que Mateus entrou na mata porque o veículo que dirigia teria acabado o combustível.
Perseguição aos ciganos, família preocupada e retaliação
Ainda no áudio enviado à redação do JP Agora, a irmã do jovem contou que os policiais impediram que o pai e outros familiares adentrassem à mata para ajudar nas buscas por Mateus. Ela afirmou, inclusive, que um dos militares atirou duas vezes contra o veículo de um tio do jovem que estava no local.
Gidemilson, policial que se envolveu na confusão com o cigano, teria dito que o mataria assim que ele saísse da cadeia, segundo contou Dara. A história tinha sido contada anteriormente pelo pai de Mateus.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que ouvirá todas as testemunhas da suposta tentativa de homicídio para resolver a questão. Mateus continua desaparecido.
