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Suposto uso indevido de torneira pública por taxista no Centro entra na mira de vereador e do MP em João Pinheiro

O Vereador Cabo Vieira registrou uma ocorrência relatando que recebeu diversas reclamações contra o taxista Argemiro Moreira da Silva, de 74 anos

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O suposto uso indevido da torneira pública existente em frente à Eletrozema por parte do taxista Argemiro Moreira da Silva entrou na mira do Vereador Cabo Vieira. Depois de receber inúmeras reclamações em seu gabinete, o edil resolveu registrar uma ocorrência policial e se comprometeu a levar o caso ao Ministério Público de João Pinheiro.

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Em junho de 2021, o JP Agora noticiou o fato em seu portal de notícias e, na ocasião, diversas pessoas reagiram à reportagem corroborando à história de que Argemiro faz mal uso da torneira. Na época, Argemiro foi acusado de agredir um jardineiro que prestava serviço para a prefeitura porque ele teria pegado a mangueira para regar o jardim da praça.

Na tarde da última quarta-feira (09), Cabo Vieira acionou a Polícia Militar para registrar que foi procurado por várias pessoas em seu gabinete, todas relatando a mesma história de que o taxista usa a água da torneira pública para lavar o seu veículo e outros carros do seu interesse, inclusive alguns que são negociados em vendas e trocas nas proximidades da Praça Coronel Hermógenes. Foi relatado ao vereador, ainda, que Argemiro sempre procura confusão com quem para próximo às placas de taxi, de modo que ele consiga deixar “reservado” diversas vagas no local.

Cabo Vieira registrou, ainda, que buscou informações a respeito de eventuais permissões concedidas ao taxista junto à Prefeitura Municipal de João Pinheiro, mas não lhe foi apresentado nenhum tipo de documento. O vereador pontuou, por fim, que levará o caso ao conhecimento do Ministério Público para as devidas providências.

O que diz o taxista

Assim como aconteceu na reportagem do ano passado, o repórter do JP Agora procurou Argemiro para que ele pudesse apresentar sua versão dos fatos. A respeito do episódio do Vereador Cabo Vieira, o taxista contou que ele o abordou de viatura no ponto de táxi de e o questionou a respeito da legalidade do ponto. Para ele, o vereador está confundindo suas competências de polícia e trabalhador do povo.

“Não reconheci o vereador porque ele estava na viatura e de máscara. Inclusive, eu o conheço e respeito o trabalho dele. Meu filho, minha nora e meus dois netos votaram nele. É uma pessoa boa, mas parece que ele está misturando a autoridade de vereador com a de polícia, eu acho que isso é competência da prefeitura” disse Argemiro ao repórter do JP Agora.

Ainda sobre a abordagem realizada pelo vereador Cabo Vieira, Argemiro contou que disse para ele buscar as informações que procurava na prefeitura. O taxista contou, ainda, que não foi questionado a respeito do uso da água. Sobre o assunto, ele repetiu o que disse ao JP Agora no ano passado a respeito de uma autorização que recebeu da prefeitura para utilizar a água.

“Ele não comentou comigo a respeito do uso da água. O que eu tenho a falar hoje é que a água é da prefeitura, a torneira é minha toda vida porque eu tive autorização para arrumar há muitos anos. Eu uso a água para as pessoas que vem da roça, principalmente, usa para lavar os pés de uma criança, tomar água, então a água não é minha, a água é da prefeitura. Toda vida eu deixei isso bem claro. Muitas vezes que quebraram a torneira, eu arrumo para não ficar desperdiçando água porque a água não é minha mas tenho que zelar porque é bem público” explicou.

Argemiro contou, ainda, que o então prefeito Roosvelt Porto foi quem concedeu o ponto de taxi para ele no ano de 1998. “Estou desde 1998 naquele ponto. Roosvelt Porto que me colocou ali. Ele me autorizou escolher qualquer lugar e eu escolhi ali e estou lá desde essa época. Tenho amizade com o pessoal do banco, com o pessoal da Eletrozema. Se você procurar esse pessoal que estou te falando, todo mundo vai falar bem da minha pessoa. E outra, eu sempre faço é plantar árvore na cidade. Ali onde eu estou, já tem 8 árvore que eu mesmo plantei, lá perto da prefeitura foi todas eu que plantei, na rodoviária eu também plantei. Então eu gosto de zelar, gosto de criar coisas boas para a cidade” finalizou o taxista.

O JP Agora continuará acompanhando o caso, notadamente quanto ao possível procedimento a ser instaurado pelo Ministério Público para apurar a situação.

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