No dia 26 de novembro de 2019, o Conselho Regional de Enfermagem realizou uma sessão de desagravo público em favor da técnica de enfermagem Vitalina Ferreira de Souza. Na ocasião, estiveram presentes profissionais da saúde de toda a região e representantes do Conselho para desagravarem a profissional, que teve sua imagem exposta negativamente no exercício da sua função.
Na ocasião, Vitalina foi acusada por Efigênia Marques Ponciano de ter deixado parte de uma agulha em seu braço depois de ministrar um medicamento. O caso ganhou ainda mais repercussão em razão da entrevista concedida à época pelo diretor administrativo do Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares, afirmando que Vitalina havia, de fato, cometido o erro, sem antes apurar a veracidade das informações internamente com ela e com os médicos que consultaram novamente a paciente.
Vitalina conta que a situação lhe causou diversos danos e que prejudicou, inclusive, seu exercício profissional. “Eu tive que solicitar adiantamento de férias. Como o diretor confirmou o ocorrido, todos acharam que o fato tinha ocorrido realmente. Teve até paciente que não quis ser atendida por mim”, conta emocionada.
A sessão de desagravo foi a oportunidade que Vitalina precisava para mostrar sua inocência e mostrar quem realmente ela é, destaca a mulher que, embora exerça funções de técnica em enfermagem no hospital, também é enfermeira com pós-graduação em Urgência e Emergência e Obstetrícia e Ginecologia. “Eu não sou e nunca serei a pessoa que julgavam que eu fosse. O desagravo foi a oportunidade de mostrar que, embora tenhamos deveres e proibições, temos, também, direitos. Graças ao Coren-MG, eu tive a graça de mostrar a verdade para todos.”
Na sessão, o Coren-MG esteve representado por Ernandes Rodrigues, que contou ao JP Agora que restou amplamente demonstrado no processo interno do Conselho que o fato não ocorreu. “A gente veio aqui hoje em João Pinheiro mostrar que ela (Vitalina) estava certa por meio do desagravo público. Não foi provado que o objeto tenha ficado no braço da paciente. A Vitalina é inocente.”


