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Enfermeira acusada de ter deixado parte de agulha em braço de paciente prova sua inocência

Vitalina Ferreira de Souza teve sua imagem exposta negativamente nas redes sociais em 2018 e teve sua inocência comprovada pelo Conselho Regional de Enfermagem

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No dia 26 de novembro de 2019, o Conselho Regional de Enfermagem realizou uma sessão de desagravo público em favor da técnica de enfermagem Vitalina Ferreira de Souza. Na ocasião, estiveram presentes profissionais da saúde de toda a região e representantes do Conselho para desagravarem a profissional, que teve sua imagem exposta negativamente no exercício da sua função.

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Na ocasião, Vitalina foi acusada por Efigênia Marques Ponciano de ter deixado parte de uma agulha em seu braço depois de ministrar um medicamento. O caso ganhou ainda mais repercussão em razão da entrevista concedida à época pelo diretor administrativo do Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares, afirmando que Vitalina havia, de fato, cometido o erro, sem antes apurar a veracidade das informações internamente com ela e com os médicos que consultaram novamente a paciente.

Vitalina conta que a situação lhe causou diversos danos e que prejudicou, inclusive, seu exercício profissional. “Eu tive que solicitar adiantamento de férias. Como o diretor confirmou o ocorrido, todos acharam que o fato tinha ocorrido realmente. Teve até paciente que não quis ser atendida por mim”, conta emocionada.

A sessão de desagravo foi a oportunidade que Vitalina precisava para mostrar sua inocência e mostrar quem realmente ela é, destaca a mulher que, embora exerça funções de técnica em enfermagem no hospital, também é enfermeira com pós-graduação em Urgência e Emergência e Obstetrícia e Ginecologia. “Eu não sou e nunca serei a pessoa que julgavam que eu fosse. O desagravo foi a oportunidade de mostrar que, embora tenhamos deveres e proibições, temos, também, direitos. Graças ao Coren-MG, eu tive a graça de mostrar a verdade para todos.”

Na sessão, o Coren-MG esteve representado por Ernandes Rodrigues, que contou ao JP Agora que restou amplamente demonstrado no processo interno do Conselho que o fato não ocorreu. “A gente veio aqui hoje em João Pinheiro mostrar que ela (Vitalina) estava certa por meio do desagravo público. Não foi provado que o objeto tenha ficado no braço da paciente. A Vitalina é inocente.”

Clique aqui para ter acesso a nota de desagravo.

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