Caio César, de 22 anos, natural da cidade de Brasilândia, morreu no último domingo (05) no Hospital de Patrocínio. O jovem, que estava preso no presídio de João Pinheiro, foi levado até a UPA de João Pinheiro e logo depois foi encaminhado para o Hospital Municipal. Ele ficou internado por 3 dias e depois foi transferido para a cidade de Patrocínio.
No atestado de óbito de Caio César, o motivo da morte consta acidente vascular. No entanto, a família suspeita que o jovem tenha sido agredido no presídio de João Pinheiro e morrido em razão das lesões.
O jovem foi internado no dia 27/12/2019, em estado grave e só depois a família foi avisada. Ao chegaram em João Pinheiro, os familiares foram informados que o caso estava sob suspeita de meningite, porém, não foi confirmado.
Após sete dias internado, Caio César foi transferido para a cidade de Patrocínio. Lá ele ficou internado por 3 dias e veio a óbito.
O pai do jovem, Agnaldo de Jesus Gonçalves, em entrevista ao JP Agora, contou que acredita que seu filho foi espancado e depois levado para o hospital. “Espancaram ele, judiaram dele, até ele ficar nessa situação que foi pro hospital. A epilepsia que ele tem pode ter sido um agravante pra morte dele, se fosse meningite o velório não seria de caixão aberto”, contou.
Para Agnaldo, Caio César estava com a clavícula quebrada e o braço também e com vários hematomas pelo corpo. “Quem pegou foi o pessoal da funerária, aí eles me falaram que ele estava com a clavícula quebrada e o braço quebrado”, disse.
O JP Agora entrou em contato com a assessoria de comunicação do sistema prisional, porém, até o fechamento dessa reportagem, não responderam.
Caio César estava preso desde setembro de 2019. Ele deixou duas filhas.

