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Culto evangélico é interrompido pela Polícia Militar após queixa de perturbação de sossego em João Pinheiro

Os participantes do culto não gostaram da ação da polícia e manifestaram-se contra a interrupção da celebração

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Um culto evangélico da Comunidade Cristã Crescer foi interrompido pela Polícia Militar na noite deste último domingo após queixas de perturbação de sossego. A atitude gerou revolta entre as 120 pessoas presentes na igreja, situada à rua José de Freitas no bairro Esplanada. O pastor foi interrompido por um fiel que o advertiu que os militares solicitaram que ele parasse a celebração sob pena de ser conduzido à delegacia.

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“Eu vi a sirene e fiquei atento, até que um obreiro veio em minha direção e disse para parar o culto porque a polícia tinha mandado. Eu saí para lado de fora e um dos militares me falou que o som estava incomodando e que isso era perturbação de sossego. Nesse momento, a igreja foi tomada por uma revolta e todos saíram para a rua em protesto”, disse o pastor Felipe Mendes.

02 03 20 culto interrompido 1Em um vídeo que está circulando nas redes sociais, os fiéis demonstram seu descontentamento com a atitude dos militares. “Nós estamos em uma obra de Deus e a polícia vem na porta da igreja impedir porque o som está alto. Isso é uma vergonha para a população de João Pinheiro, para o Brasil. Vamos ser mais irmãos, cadê a humanidade das pessoas?!”, exaltou um dos fiéis.

Embora cause certo tipo de discordância popular, as igrejas não podem exceder no barulho a ponto de perturbar o sossego dos vizinhos, sob pena de os responsáveis por ela responderem pela contravenção penal tipificada no art. 42 do Decreto-Lei 3.688/1941, o qual prevê pena de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa.

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