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Golpe em compra de vaso sanitário pelo Mercado Livre faz morador de João Pinheiro perder mais de R$ 9 mil no PIX

Segundo o registro policial, vítima de 45 anos seguiu orientações por chamada no WhatsApp e teve três transferências realizadas em sequência

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Um vaso sanitário comprado pela internet acabou custando quase vinte vezes o próprio preço a um morador de João Pinheiro após uma compra feita no Mercado Livre. Um homem de 45 anos perdeu R$ 9.215,90 em um golpe aplicado por telefone na manhã da última sexta-feira, 14 de agosto, quando acreditou estar falando com o representante da loja onde havia feito a compra.

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Tudo começou no dia 7 de agosto, quando a vítima usou o aplicativo do Mercado Livre para comprar o produto, de pouco mais de R$ 400, com prazo de entrega estimado entre quatro e sete dias. Uma semana depois, por volta das 11:40h, ele recebeu uma ligação por aplicativo de mensagens. Do outro lado, alguém se apresentou como representante da loja e disse que a compra precisaria ser cancelada, com o valor estornado.

Foi aí que a armadilha se fechou. Ainda durante a ligação, o golpista teria orientado a vítima a abrir o aplicativo de pagamentos Mercado Pago, fazer o reconhecimento facial e acessar a área de pagamentos e cobranças, tudo com a promessa de agilizar a devolução do dinheiro. Minutos depois, o homem percebeu que o limite do cartão havia sido consumido por três transferências via Pix: a primeira de R$ 4.499,00, às 12:40h, a segunda de R$ 4.117,90, às 12:44h, e a terceira de R$ 599,00, às 12:47h. Sete minutos separaram a primeira da última.

Ao entender que caíra em um golpe, a vítima encerrou a ligação e acionou imediatamente a central de atendimento ao cliente do aplicativo de pagamentos, onde foi orientada a registrar a ocorrência. Segundo apurado pelo JP Agora, os dados da compra original haviam sido apagados do Mercado Livre, o que impediu o homem até de recordar o valor exato do produto.

O caso foi registrado como estelionato e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro. A recomendação das autoridades é sempre a mesma: nenhuma loja ou plataforma solicita reconhecimento facial, senha ou acesso a aplicativos de pagamento para realizar estorno. Em caso de dúvida, o contato deve partir do próprio cliente, pelos canais oficiais, e nunca por ligação recebida.

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