A conta de água que não fechava virou caso de polícia no Centro de João Pinheiro. Na manhã do último domingo, 16 de agosto, dois moradores de um mesmo prédio na Praça Coronel Hermógenes acabaram registrando queixa um contra o outro depois de uma discussão sobre a suspeita de "gato" na rede.
Quem chamou a Polícia Militar foi um morador de 50 anos. Ele desconfiava que o comerciante que toca um bar no mesmo endereço estivesse puxando água por fora, o que faria a conta subir. A queixa vinha se arrastando havia cerca de dois meses. Naquela manhã, ele cobrou uma explicação e afirmou que ouviu uma ameaça de morte.
O comerciante, de 41 anos, negou tudo. Disse que não fazia nenhuma ligação irregular, que o ponto onde funcionava o bar era da mãe dele, e que não ameaçou ninguém. Segundo ele, apenas avisou que procuraria a Justiça se a água fosse cortada. Para mostrar que estava em dia, apresentou aos militares o comprovante de um pagamento de R$ 213,00 feito no dia 11 de agosto.
Como cada um acusava o outro, os dois saíram da ocorrência na mesma situação: autor e vítima ao mesmo tempo. Um respondeu pela ameaça relatada, o outro pela acusação de calúnia. Ninguém foi preso. Ambos foram liberados no local e vão prestar esclarecimentos Justiça de João Pinheiro.
