Daniel Guedes Ferreira completa 28 anos no mês que vem e nunca viu o rosto do pai. A busca começou agora, quase três décadas depois, e as pistas são poucas: um apelido, uma dúvida sobre o nome e o nome de um punhado de carvoarias na zona rural de João Pinheiro.
A história é contada pela irmã dele, que tinha cerca de seis anos na época. A família morava na região do Rio Escuro, nas proximidades da Fazenda Bom Sucesso em João Pinheiro, quando a mãe teve um relacionamento com o homem, engravidou e ele foi embora. Nunca mais houve contato, e ela também nunca o procurou.
Todo mundo o chamava de Neguinho. Pelo que a mãe se lembra, o nome dele seria Edmilson ou algo parecido. O sobrenome ninguém sabe. Ele é descrito como negro, baixo e forte, e hoje teria entre 48 e 58 anos. Ele dizia ser de Buritizeiro e morar em Pirapora à época, informação que a família também não consegue confirmar depois de tanto tempo.
O que existe de mais concreto são os vínculos de trabalho. Por volta de 1997 e 1998, ele trabalhou em carvoarias da região do Rio Escuro e da Fazenda Bom Sucesso, entre João Pinheiro eVazante . Na época, prestou serviço para um homem conhecido como "Toizim" e possivelmente também para "Aleixo" e "Miguel". Entre os possíveis colegas de trabalho estão Paulo, conhecido como Paulão, que tinha uma caminhonete azul, e um homem chamado Eli.
Segundo a família, o filho se parece muito com o pai na juventude. É essa semelhança que alimenta a esperança de que alguém reconheça a história e ajude a fechar o círculo. Quem trabalhou nas carvoarias da região naquele período, conhece alguém com essas características ou tem qualquer informação que possa ajudar pode entrar em contato com a família pelo (38) 9.9866-6953


