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“Sou mulher, não sou muleca”: jovem diz que revidou socos e deixou homem no chão de bar em João Pinheiro

Mulher diz que esperou pela polícia no Bairro Água Limpa até as 05:30h mas ninguém apareceu

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Uma nova versão sobre a briga que deixou um homem de 47 anos desacordado em um bar do Bairro Água Limpa, em João Pinheiro, na madrugada do último sábado, 15 de agosto, foi apresentada à reportagem. A mulher apontada por testemunhas como autora das agressões afirma ter sido agredida primeiro, com dois socos no rosto, e diz que apenas revidou.

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A confusão aconteceu por volta das 01:45h do último sábado, 15 de agosto, em um estabelecimento na Rua José Andrade, no Bairro Água Limpa. Segundo o relato dela, ela estava no bar bebendo quando passou perto do homem e teria recebido um soco no rosto sem qualquer motivo. Ainda de acordo com a versão apresentada, ela tentou se afastar e teria sido atingida por um segundo golpe. Foi então que reagiu com chutes, e o homem caiu.

Vídeo: Reprodução

Ela contou ainda que, após a briga, permaneceu no local aguardando a chegada da polícia até por volta das 05:30h da madrugada, mas que ninguém compareceu, e que só então foi embora. Para ela, a reação foi a única resposta possível a um homem que teria partido para cima primeiro. "Até quando mulher vai ter que apanhar de homem neste mundo? Eu não apanho", desabafou.

A ocorrência registrada pela Polícia Militar traz apenas a primeira versão. O irmão da vítima, de 32 anos, morador do Bairro Itaipu, foi avisado por terceiros de que o homem, de 47 anos, estava caído dentro do bar. Ele correu até a Rua José Andrade e encontrou o irmão inconsciente e com a cabeça sangrando. Tentou acordá-lo sem sucesso, pediu ajuda a um amigo e levou a vítima por conta própria à Unidade de Pronto Atendimento.

No hospital, o homem ainda não conseguia falar. Os médicos constataram sangramento no nariz e hematomas na boca e ao redor dos olhos. O estado de saúde foi considerado estável, mas ele passaria por exames complementares. Testemunhas informaram aos policiais apenas que uma mulher teria agredido o homem e deixado o local antes da chegada da guarnição.

Segundo apurado pelo JP Agora, caberá à Polícia Civil apurar o que de fato aconteceu e definir o enquadramento do caso.

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