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Suspeito de matar homem dentro da própria casa em João Pinheiro é preso pela Polícia Civil em Goiás

Vítima de 34 anos foi encontrada morta dentro de casa com dois cortes na cabeça, segundo a perícia

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Um mês depois de Rudson Silveira Estrella de Almeida, de 34 anos, ser encontrado morto dentro da própria casa, no Bairro União, o principal investigado pelo crime foi localizado a mais de 400 quilômetros de João Pinheiro. Valdison Luiz de Oliveira, de 52 anos, conhecido pelo apelido de "Jaburu", foi preso nesta quinta-feira, 3 de setembro, em Águas Lindas de Goiás.

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A prisão foi feita pela Polícia Civil de Goiás, mas o trabalho que levou até ele saiu daqui. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foram os investigadores da 6ª Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro, responsáveis pelo inquérito, que levantaram e repassaram as informações sobre o paradeiro do suspeito, que estava foragido desde o crime.

Durante todo esse período, a equipe da 6ª Delegacia não soltou o caso. Foram semanas de rastreamento e monitoramento contínuos, com o cruzamento de informações que foi estreitando o cerco até apontar em qual cidade e em qual estado o investigado estava escondido. Foi esse trabalho de bastidor, que raramente aparece, que transformou uma fuga para outra unidade da federação em uma prisão.

O crime aconteceu em 3 de agosto, quando a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência em uma residência do Bairro União. No local, Rudson Silveira Estrella de Almeida foi encontrado sem sinais vitais, com lesões compatíveis com morte violenta. A perícia constatou dois cortes na cabeça, um na testa e outro na parte posterior, provocados por objeto contundente que não chegou a ser identificado.

Suspeito de matar homem dentro da própria casa em João Pinheiro é preso pela Polícia Civil em Goiás
Imagem: Reprodução

Foi um detalhe fora do lugar que fez a família estranhar. As janelas e a porta da frente estavam abertas, mas o portão de grades continuava trancado, e Rudson não era visto desde o sábado anterior. Avisada por vizinhos, a irmã foi até a casa da Rua Pedro Dornelas, chamou pelo nome dele várias vezes e não teve resposta. Pediu ajuda a um primo, que pulou o portão e o encontrou caído em um dos quartos, cercado por grande quantidade de sangue já coagulado, o que indicava que a morte tinha acontecido havia algum tempo.

Durante as diligências no local, os policiais fizeram duas descobertas. Dentro da casa, um segundo aparelho celular estava escondido embaixo da geladeira. E em um lote vago ao lado do imóvel foi localizado um machado com cabo de madeira, apresentando manchas avermelhadas semelhantes a sangue. O objeto foi apreendido e encaminhado para exame pericial. A perícia manteve o instrumento usado no crime como não identificado até a conclusão dos exames.

Suspeito de matar homem dentro da própria casa em João Pinheiro é preso pela Polícia Civil em Goiás
Imagem: Reprodução

Outro ponto registrado na ocorrência ajuda a entender por que Valdison passou a ser procurado desde o primeiro dia. Um amigo da vítima contou aos militares que o último contato entre os dois havia sido no sábado. Sem resposta depois disso, foi até a casa no domingo, por volta das 22:33h, gravou um vídeo em frente ao imóvel e enviou pelo WhatsApp, também sem retorno. Ele acrescentou que soube que, naquele sábado, Rudson teria sido ameaçado de morte por um homem conhecido pelo apelido de "Jaburu". Dois dias depois, foi encontrado morto. Buscas feitas ainda no dia da ocorrência não localizaram o suspeito.

Segundo a corporação, as apurações reuniram os elementos que fundamentaram a representação pela prisão e permitiram identificar onde o investigado estava. Com os dados em mãos, a delegacia acionou a Polícia Civil de Goiás, que cumpriu a ordem em Águas Lindas.

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Imagem: Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais agradeceu à corporação goiana pela pronta atuação e destacou a importância da integração entre as instituições de segurança pública dos entes federados. Valdison Luiz de Oliveira será submetido aos procedimentos legais e permanecerá à disposição da Justiça.

As investigações continuam, com diligências voltadas ao esclarecimento integral do caso. Como o inquérito tramita sob segredo de justiça, a Polícia Civil informou que não divulgará dados de qualificação do investigado, da vítima ou de testemunhas. Não há condenação até o momento, e crimes dolosos contra a vida são julgados pelo Tribunal do Júri.

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