Papéis queimados, portas danificadas e materiais espalhados pelo chão interromperam parte da rotina da Escola Municipal São Geraldo, no povoado de Taboca, em Presidente Olegário. O incêndio e os danos ocorreram na terça-feira, 15 de setembro, e foram registrados pela Polícia Militar. Quatro crianças, todas com menos de 12 anos, foram citadas nos relatos reunidos durante o atendimento.
Segundo publicado pelo PO Hoje, a diretora foi avisada por uma mãe de aluno sobre o fogo e conseguiu apagar as chamas antes da chegada dos policiais. O incêndio atingiu papéis dentro de uma sala. A escola também tinha danos em portas e janelas, enquanto papéis e tintas estavam espalhados pelos espaços da unidade. No refeitório e no depósito, um saco de cimento teria sido rasgado.
Conforme os relatos registrados no atendimento, dois menores, de 5 e 8 anos, teriam pulado o muro lateral e entrado na escola. Um menino de 8 anos afirmou que outro menor, também de 8 anos, teria colocado fogo nos papéis e jogado álcool sobre o material. Ele também citou a presença de uma criança de 7 anos. Essas informações são relatos colhidos na ocorrência e não representam, por si só, uma conclusão sobre quem provocou o incêndio ou os danos.
O Conselho Tutelar foi informado e recebeu cópia do registro para tomar as providências cabíveis com os responsáveis. A ocorrência foi registrada como dano. A perícia técnica não foi ao local, após o perito responsável dispensar o comparecimento e liberar a unidade para as medidas seguintes.
As atividades escolares foram suspensas em 16 de setembro para a limpeza, organização e realização dos reparos. O atendimento da turma da Pré-Escola continua interrompido enquanto a escola conclui a colocação de uma porta, a pintura, a organização do espaço e a substituição de materiais didáticos danificados.
A Secretaria Municipal de Educação informou que as famílias e os alunos foram encaminhados para estudo social e acompanhamento pela Equipe Multidisciplinar. Também foram realizados atendimentos com os estudantes e uma reunião com as famílias. Segundo a pasta, o objetivo é oferecer acolhimento, proteção e suporte durante a recuperação da escola.
A Polícia Civil explicou que, quando o ato infracional envolve criança com menos de 12 anos, sua atuação se limita às medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. O caso de Taboca envolve apenas crianças nessa faixa etária.
