Duzentos votos separaram Bosco (PSD) de um quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O deputado estadual recebeu 72.056 votos na eleição de domingo, 4 de outubro, mas foi superado pelo colega de partido Tito Torres, que somou 72.256 e garantiu a nona e última cadeira conquistada pelo PSD.
A diferença apertada ganha outra dimensão quando comparada ao resultado de Bosco em João Pinheiro. Depois de liderar a disputa estadual no município em 2022, com 7.049 votos, ele caiu para 2.244 neste ano. Foram 4.805 votos a menos, número 24 vezes maior que a margem de duzentos votos que o deixou fora da Assembleia.
A participação de Bosco entre os votos válidos do município recuou de 27,95% para 8,42%, uma queda de 68,2% no total recebido. João Pinheiro, que havia garantido quase 10% de toda a votação dele em Minas Gerais há quatro anos, agora respondeu por 3,1%.
O resultado interrompeu o salto que Bosco havia registrado na cidade. Em 2018, ainda filiado ao Avante, ele recebeu 1.303 votos em João Pinheiro. Quatro anos depois, multiplicou esse número por mais de cinco e se tornou o candidato a deputado estadual mais votado no município.
Fora de João Pinheiro, o desempenho seguiu caminho diferente. Bosco terminou a eleição com 1.249 votos a mais que os 70.807 obtidos em 2022. Em Araxá, sua cidade natal e principal base eleitoral, chegou a 24.526 votos. O crescimento estadual, porém, não bastou para assegurar a vaga.
A disputa local também mudou com a presença de dois candidatos de João Pinheiro no topo da votação para deputado estadual. Geraldinho Porto (Agir) liderou com 8.755 votos, seguido pelo jornalista Jeferson Sputnik (Solidariedade), que teve 2.890. Bosco apareceu atrás ainda de Lud Falcão (REPUBLICANOS).
Natural de Araxá, Bosco ocupava uma cadeira na Assembleia desde 2011. Ele buscava o quinto mandato consecutivo e concorreu pelo PSD, legenda à qual se filiou em março, depois de passar pelo Cidadania.
