Entre bandeiras do Brasil, carros de som e uma fila de veículos difícil de contar, duas cenas chamaram a atenção de quem acompanhou a mega carreata em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (24), em João Pinheiro. Uma delas era um caixão vermelho com a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A outra, um participante fantasiado de Lula, com roupa de presidiário e uma garrafa de cachaça na mão.
As encenações acompanharam o comboio, que saiu do Parque de Exposições e passou por bairros como Roosevelt, Cohab, Água Limpa, Centro, Esplanada e Papagaio, na véspera do segundo turno.
A roupa de presidiário faz referência ao período em que Lula esteve preso. Ele passou 580 dias detido na Polícia Federal em Curitiba, condenado no caso do triplex do Guarujá, e foi solto em novembro de 2019, depois que o STF decidiu que a prisão só pode acontecer quando não houver mais recursos.
Em 2021, o Supremo anulou as condenações. O motivo não foi uma análise sobre se ele era culpado ou inocente: os ministros entenderam que a Justiça de Curitiba não tinha competência para julgar os casos e que o então juiz Sergio Moro foi parcial. Críticos do presidente chamam a decisão de manobra.
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam no segundo turno neste domingo (25). A votação vai das 8:00h às 17:00h, no horário de Brasília.
