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Acusado de matar Paulo Munha contrata advogado de agressor de Bolsonaro para patrocinar sua defesa

Zanone de Oliveira Junior já atuou em vários outros casos de grande repercussão, como o do goleiro Bruno e da missionária americana Dorothy Stang

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Um dos casos policiais de maior repercussão da história de João Pinheiro, o assassinato do capoeirista Paulo Munha, está seguindo seu trâmite perante a justiça pinheirense. No último dia 20 de fevereiro ocorreu a audiência de instrução do processo, onde as partes produziram provas testemunhais. No ato, estava presente patrocinando a defesa do acusado Diogo Gomes o advogado Zanone de Oliveira Junior, um dos defensores de Adélio Bispo no caso do atentado ao então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro em setembro de 2018.

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Zanone, que também defendeu acusados do caso do goleiro Bruno, era quem conduzia a defesa de Diogo durante a audiência ocorrida no dia 20 de fevereiro. Neste caso, seu trabalho não será menos complicado do que os demais conhecidos nacionalmente que já atuou, já que a acusação possui provas verossímeis que apontam a autoria do crime a Diogo, como a perícia realizada em seu celular, a qual concluiu, pela análise do GPS do aparelho, que ele esteve nas proximidades onde ocorrera o crime no dia e horário da consumação.

Além disso, restou demonstrado no inquérito que Diogo buscou informações com terceiros sobre os horários em que a vítima estaria presente na academia. Ainda, a Polícia Civil conseguiu levantar que Diogo tentou mudar as características de sua moto dias depois do crime e que logo tentou vendê-la, o que configurou a tentativa de obstrução do inquérito e motivou, além de outras circunstâncias, a decretação da prisão temporária do autor.

A primeira fase do processo se findará com a pronúncia do acusado, a qual não ocorreu na audiência de instrução realizada no dia 20 de fevereiro porque restou uma testemunha a ser ouvida. Ao final da instrução, caso Diogo seja pronunciado e transcorridos os prazos recursais, o réu deverá ser levado a júri popular, onde será julgado perante a sociedade representada pelo conselho de sentença pelo crime que lhe é imputado.

Caso seja condenado, Diogo poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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