Um crime que chocou o povoado de Olaria, município de João Pinheiro, volta à tona nesta semana. Luiz Fernando de Oliveira, que em janeiro de 2022 tinha apenas 20 anos quando foi acusado de matar Solimar Marques Gonçalves com golpes de faca, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (09) na Comarca de João Pinheiro. O caso, que completou quatro anos, voltou à cena após longo trâmite na Justiça.
O crime aconteceu no dia 30 de janeiro de 2022, por volta das 16:30h, na Rua Carlos Amaral, na Olaria. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, Luiz Fernando estava debaixo de uma árvore na companhia de um amigo, com quem brincava de luta, quando Solimar chegou ao local. Sem perceber que se tratava de uma brincadeira, a vítima tentou separar os dois e deu um empurrão no acusado. Inconformado com a atitude, Luiz Fernando teria proferido a frase “é você quem manda aqui, então você vai ver” e saiu do local em um VW Gol preto.
Pouco tempo depois, o acusado teria retornado ao local, desembarcou do veículo e, de forma inesperada, desferiu um golpe de faca nas costas de Solimar. Ao tentar fugir no carro, Solimar ainda correu atrás de Luiz Fernando e tentou segurá-lo, momento em que recebeu outro golpe de faca, desta vez na região do tórax.
A situação ficou ainda mais brutal quando o acusado saiu em alta velocidade com a vítima pendurada na porta do carro, sendo arrastada pelo asfalto até cair às margens da BR-040. Solimar foi socorrido por populares e levado ao Pronto Atendimento de João Pinheiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A causa da morte, conforme a certidão de óbito, foi “ferida perfuro incisa cardíaca” e “ferida torácica por arma branca”.
Após o crime, Luiz Fernando fugiu para Brasilândia de Minas, onde foi localizado pela Polícia Militar na residência de sua mãe, no Bairro Bela Vista. No local, também estava sua tia, que segundo a investigação teria dado fuga ao sobrinho até a cidade vizinha em um Fiat Uno branco. Ambos foram presos em flagrante e encaminhados à autoridade policial. A faca usada no crime foi apreendida, e o VW Gol utilizado na fuga foi localizado na casa de um primo do acusado, no Residencial Pinheiro, em João Pinheiro.
O Ministério Público denunciou Luiz Fernando pelo crime de homicídio qualificado por ter agido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o primeiro golpe foi desferido pelas costas. Já a tia do acusado, Adriana, foi denunciada pelo crime de favorecimento pessoal, previsto no artigo 348 do Código Penal. O julgamento de Luiz Fernando acontece nesta quinta-feira (09) na 1ª Vara da Comarca de João Pinheiro, onde o réu será submetido ao Tribunal do Júri para ter seu destino decidido pelos jurados.
