Após a morte de Lucas Morais de Trindade por Covid-19 em um presídio de Manhumirim, na Zona da Mata, a defesa dele entrou com um processo contra o Estado e pede R$ 468 mil de indenização. A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (19), pelo advogado que representava o detento, Felipe de Oliveira Peixoto.
“Ele cuidava dos filhos de 4 e 6 anos. Nosso pedido é de R$ 200 mil para os dois filhos por danos morais e uma pensão de um salário mínimo até que os filhos completem 25 anos. Entramos com o processo no dia 12 de novembro”, detalhou.
Lucas foi preso em 2018, dentro de casa, com aproximadamente 10 gramas de maconha. À época dos fatos, um adolescente afirmou à polícia que tinha comprado drogas com ele. O homem, que trabalhava em um armazém de café e estava com o uniforme da empresa ao ser abordado, foi condenado por tráfico de drogas a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado.
“Ele e a mãe dos filhos não moravam mais juntos, mas as crianças são representadas no processo por ela e pela avó materna. O valor da pensão é o mesmo do salário que ele recebia quando foi preso. Ele estava preso há um ano e oito meses preventivamente, não tinha condenação definitiva”, detalhou o defensor.
Coronavírus
Lucas morreu no dia 4 de julho. Dias antes, segundo o advogado, o nome dele aparecia em uma lista de detentos contaminados pela doença.
“O Estado informou na época que a situação estava sob controle e não havia nenhum caso de gravidade. Após essa lista, não encontrei com o Lucas mais”, finalizou Peixoto. Segundo o advogado, o Estado ainda não foi notificado.

