Tudo começou com um pedido. Uma parente de um morador do Bairro Santa Cruz, em João Pinheiro, perguntou à mãe de uma criança se poderia levar a menina até a casa da atual namorada do pai, onde ele a encontraria mais tarde. A resposta foi não.
Pouco tempo depois, a mulher apareceu na casa do ex fazendo o maior barraco. Segundo apurado pelo JP Agora, ela chegou nervosa e começou a dar chutes e socos no portão. Como o portão estava destrancado, ela abriu, entrou sem autorização dos moradores e passou a quebrar móveis e objetos dentro da casa.
O ex-companheiro, de 22 anos, se trancou em um quarto com a filha para que a criança não visse a confusão. Foi então que uma parente dele, de 36 anos, tentou segurar a mulher pelos braços para impedir que ela continuasse quebrando as coisas.
As duas entraram em luta corporal e caíram no chão da sala. A parente contou aos policiais que levou tapas e ficou com um corte no cotovelo direito e escoriações pelo corpo. Outro morador da casa disse que retirou a mulher do imóvel e fechou o portão, sem que ela oferecesse resistência.
Foi aí que o morador ligou para o 190. A Polícia Militar chegou por volta das 16:58h desta quinta-feira, 10 de setembro, encontrou os estragos. Enquanto os militares ainda estavam na casa, veio a informação de que uma mulher havia procurado a UPA dizendo ter sido agredida naquela mesma residência, por seu ex e por familiares dele.
A equipe foi até a unidade e o médico de plantão confirmou o atendimento e as lesões. Ela não esperou a chegada da polícia para contar sua versão e, depois, não foi encontrada no endereço que havia informado como sendo o dela.
Ninguém foi preso. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, que vai apurar as responsabilidades.
