Um guarda municipal que comemorava seu aniversário de 50 anos foi morto a tiros por questões políticas em Foz do Iguaçu. O tema da festa escolhido pelo aniversariante remetia ao PT e o autor do homicídio foi identificado como bolsonarista.
Segundo testemunhas relataram a jornais locais, Arruda celebrava com amigos e familiares na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi), quando o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho invadiu o local gritando “Bolsonaro” e “mito”.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil do Paraná, as testemunhas contaram que Guaranho era desconhecido de todos e não foi convidado. Ele chegou ao local em um carro e saiu do veículo armado gritando “aqui é Bolsonaro”, intimidando os convidados da festa, mesmo acompanhado da esposa e de uma criança de colo.
A esposa de Arruda se identificou como policial civil e mostrou o distintivo, o que convenceu Guaranho a ir embora, mas ele retornou à festa sozinho depois de 20 minutos, de acordo com o boletim de ocorrência.
Arruda também se identificou como guarda municipal e resolveu pegar a própria arma, quando recebeu os dois primeiros tiros, disparados por Guaranho. Já ferido, o guarda municipal revidou com mais disparos e acertou o policial penal com pelo menos três tiros, ainda segundo o boletim de ocorrência. A esposa do guarda municipal relatou o pânico entre os convidados e o terror do episódio.
Os dois foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck. A imprensa local informou que o hospital confirma que Guaranho também morreu. Porém, a Polícia Civil, que havia confirmado a morte, retificou a informação e diz, agora, que ele está vivo e sob custódia, em estado grave, na unidade de saúde. O hospital local diz que só presta informações pessoalmente.
Jair Bolsonaro se manifestou dizendo que dispensa apoio de quem pratica violência
Sem citar diretamente o episódio de um eleitor bolsonarista que atirou em um petista – que morreu em decorrência dos disparos -, depois de invadir uma festa em Foz do Iguaçu, o presidente Jair Bolsonaro (PL) republicou uma mensagem de 2018 para dizer que dispensa o apoio de quem pratica violênia contra os opositores.
Bolsonaro disse que “é o lado de lá que dá facada, que cospe, que destrói patrimônio, que solta rojão em cinegrafista, que protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas, que invade fazendas e mata animais, que empurra um senhor num caminhão em movimento”.
