Um cartaz utilizando bombril para representar o cabelo de pessoas pretas causou grande repercussão e revolta entre internautas pinheirenses nesta terça-feira, 26 de novembro. O material foi exposto durante um evento realizado no último sábado, 23 de novembro, pela Escola Estadual Capitão Speridião, em um projeto cultural alusivo ao Dia da Consciência Negra. O cartaz foi confeccionado por uma professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e, diante da repercussão, foi imediatamente retirado pela direção da escola, que também removeu as imagens das redes sociais.
O projeto intitulado “Cultura Negra: valorização, respeito e diversidade através de um Sarau Cultural” ocorreu em 23 de novembro e marcou o encerramento da Semana da Educação para a Vida. Segundo a direção da escola, que foi procurada pelo JP Agora, o cartaz já havia sido preparado pela professora do Atendimento Educacional Especializado antes do evento. No entanto, o uso do material para representar o cabelo de uma pessoa preta gerou críticas, sendo amplamente considerado racista.
A imagem do cartaz foi divulgada no perfil do Instagram da escola e removida após um post de um usuário denunciar o ato como racismo. A repercussão negativa não demorou a acontecer, gerando revolta e críticas por parte da comunidade e dos internautas. Tentamos contato com a professora mas nossas solicitações não foram atendidas.
Em nota, a Escola Estadual Capitão Speridião se pronunciou. “Pais, alunos e comunidade escolar, a EE Capitão Speridião lamenta o ocorrido com o cartaz em que foi utilizado ‘bombril’ para caracterizar uma mulher negra. A escola pede desculpas a todas as pessoas que se sentiram ofendidas pelo material. O cartaz foi removido tanto do evento quanto das redes sociais. Estamos abertos para o aprendizado contínuo e asseguramos que tal fato não se repetirá”, destacou a direção.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) lamentou o ocorrido, manifestou seu repúdio a quaisquer manifestações de preconceito ou discriminação e afirmou que a Superintendência Regional de Ensino de Paracatu foi acionada para apurar os fatos e orientar a escola. A SEE/MG reforçou seu compromisso com a promoção da equidade racial e destacou que intensificará os esforços de orientação e letramento racial entre os profissionais da rede estadual de educação.
O caso reforça a importância de um debate constante sobre o racismo e a valorização da cultura negra nas instituições de ensino, garantindo o respeito às diferenças e promovendo a diversidade de forma positiva e não estigmatizante.
