A Polícia Militar de João Pinheiro colocou as mãos no suspeito de provocar a onda de incêndios em veículos que assustou a cidade na madrugada desta segunda-feira (15). Marcelo Henrique Borges Santos foi capturado em sua residência, localizada em frente à praça do Bairro Tancredo Neves, em uma ação rápida que durou poucas horas e foi possível graças ao trabalho do sistema de videomonitoramento da cidade. Ao todo, foram quatro veículos incendiados em apenas 30 minutos, em diferentes pontos do município.
O cerco se fechou após os militares analisarem as imagens das câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade. As câmeras do sistema de videomonitoramento da PM flagraram o suspeito no Centro, no momento exato em que a motocicleta e o carro de uma influenciadora pinheirense eram tomados pelas chamas, na Avenida Deputado Quintino Vargas. As imagens, registradas em alta qualidade, foram decisivas para a identificação imediata da autoria.
E não foi só essa câmera que pegou Marcelo Henrique em ação. Outras câmeras de monitoramento, espalhadas em diferentes pontos da cidade, também flagraram o suspeito se deslocando de motocicleta entre as ruas atingidas pelos incêndios. As imagens mostram ele se aproximando dos veículos antes que as chamas surgissem, o que reforçou a tese de que os quatro incêndios não foram coincidência, mas sim uma sequência de ações coordenadas pela mesma pessoa.
Com o material em mãos e a identificação confirmada, a Polícia Militar se deslocou até a residência de Marcelo Henrique, próximo a escola Tancredo Neves, onde efetuou a prisão sem maiores problemas. Após a captura, o suspeito foi conduzido para os procedimentos de praxe e, em seguida, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.
A prisão encerra uma das mais intensas operações de investigação dos últimos meses em João Pinheiro e mostra mais uma vez a eficiência do sistema de monitoramento por câmeras, que tem sido peça-chave em diversas resoluções de casos na cidade. As motivações para a sequência de incêndios ainda não foram divulgadas, e a investigação seguirá agora a cargo dos órgãos competentes para determinar as causas e eventuais conexões entre as vítimas.
