A rotina de fechar as portas de um bar terminou em ameaça armada e risco para uma criança na madrugada de 29 de julho. Por volta das 00:18h, um homem de 34 anos, visivelmente embriagado, sacou um facão para intimidar funcionários de um estabelecimento na rua Astolfo Moreira, bairro Maria José de Paula, em João Pinheiro. A gravidade do caso, no entanto, ia além da violência: no banco do carro do suspeito, seu filho de apenas 5 anos dormia sozinho, alheio ao perigo que o pai causava do lado de fora.
Segundo o relato das vítimas à Polícia Militar, o homem se recusava a ir embora e impedia o encerramento do expediente. Informado de que o bar não faria mais vendas, ele pegou uma lata de cerveja no freezer sem autorização, foi até o próprio veículo e voltou com um facão artesanal na cintura. A chegada rápida da Patrulha de Operações da PM evitou que a situação saísse do controle. Ao perceber os militares, o suspeito tirou a arma da cintura e a escondeu de novo no carro.
A atuação da equipe policial foi fundamental para proteger a integridade física de todos, em especial a da criança. A PM acionou a mãe do menino, que foi ao local assumir a guarda do filho e tirá-lo da cena de perigo. O homem apresentou resistência passiva, desobedeceu às ordens de busca pessoal e precisou ser algemado para garantir a segurança da ocorrência.
O autor foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica e, na sequência, ao quartel da PM. Ele teve a oportunidade de assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência para responder em liberdade, mas recusou. Diante da negativa, foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde o facão foi apreendido.
A mistura de álcool, arma branca e a exposição de uma criança a tamanha agressividade gera um debate urgente sobre a proteção dos menores. Diga nos comentários qual punição você considera justa para pais que colocam a vida dos próprios filhos em risco durante episódios de embriaguez.
