Em greve, professores de Brasilândia de Minas protestam em frente à Eletrozema

Segundo apurado pelo JP Agora, 80% dos professores de Brasilândia aderiram à greve

Professores em greve da cidade de Brasilândia de Minas protestaram contra o Governo Estadual de Minas Gerais em frente à loja Eletrozema na última segunda-feira, 21 de março. Com faixas cobrando providências do governador Romeu Zema, os educadores seguiram em passeata pelas ruas do município com faixas, cartazes e apitos cobrando o pagamento do piso salarial.

O JP Agora conversou com alguns professores que participaram do protesto. José Roberto, 43 anos, destacou que a grande maioria dos professores estaduais que trabalham em Brasilândia de Minas aderiram ao movimento, que reivindica o pagamento do piso salarial à classe.

“Hoje, de acordo com o balanço, Brasilândia não tem nenhuma turma com aulas, porém tem alguns profissionais cumprindo horário nas escolas, mas um número bem baixo, não chega a 20% nas três escolas, então temos uma adesão de aproximadamente 80% da categoria em greve” pontuou José Roberto.

O professor ressaltou à redação do site, ainda, que o Governo de Minas vem desobedecendo uma lei federal e duas estaduais ao não pagar o piso salarial para os professores.

“A luta dos trabalhadores da educação é o cumprimento da legislação para o pagamento do piso salarial para as 8 carreiras. Além da lei federal 11.738/08 lei do piso salarial do magistério, Minas Gerais tem mais duas legislações próprias para o pagamento do piso que o governo do estado não cumpre, a lei estadual 21.710/15 que reconhece o pagamento do piso para uma jornada de 24 horas semanais a todos os profissionais da educação, temos ainda o artigo 201-A acrescentado na constituição estadual de Minas Gerais através da emenda constitucional 97/18, que também garante esse pagamento sem que o governo mande projeto de lei a ALMG, ou seja de forma automática, porém o governo não cumpre” finalizou José Roberto.

Sem conciliação, servidores da educação de Minas continuam em greve por tempo indeterminado

Nesta segunda-feira (21), a direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (Sind-UTE/MG) participou de uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça, sobre a ação movida contra a categoria pelo Governo do Estado.

Não teve acordo e o impasse entre o Sind-UTE/MG e o Governo segue sem solução. A greve dos professores, que começou no último dia 9, continua por tempo indeterminado.

De acordo com um comunicado publicado pelo Sind-UTE, durante a reunião foi apresentado o texto da proposta de recomposição salarial de 33,24%, que já havia sido acordada pela a categoria durante a assembleia geral do dia 16 de março. Além disso, os representantes também entregaram ao TJMG documentos que apontam que “o Estado tem condições financeiras de cumprir a legislação e pagar o piso salarial”.

“Apesar de todo o debate e esforço por parte do Sind-UTE/MG, o Governo do Estado demonstrou total ausência de interesse na continuidade do processo de mediação e informou que não levaria nenhuma proposta para avaliação do Governo”, escreveu o sindicato.

Os servidores da educação estadual estão em greve desde o dia 9 de março. Conforme o sindicato da categoria, a paralisação continua por tempo indeterminado. Os profissionais farão um novo ato nesta quarta-feira (23), às 14h, na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.

Nós procuramos o Governo de Minas para repercutir o resultado da audiência e aguardamos o retorno.

Comissão de Educação

Nesta terça-feira (22), às 16h, a deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deve receber as secretárias de Estado de Educação, Julia Sant’Anna, e de Planejamento e Gestão (Seplag), Luísa Barreto, convidadas para debater a apresentação de um cronograma de pagamento do piso salarial nacional devido aos profissionais da educação.

 

16 COMENTÁRIOS


Termo

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Pedro
2 meses atrás

É muita falta do que fazer. O Pais tem uns 14 milhões de desempregados isso sem contar os trabalhadores em situação de precariedade, serviço de baixissima remuneração. Enquanto issso aqueles que tem tem estabilidade, salário garantido, varios direitos assegurados estão fazendo greve. Esse é o Brasil.

Zé Povim
2 meses atrás
Resposta para  Pedro

Vai lá lecionar no lugar deles…
Sabichão!
Já ouviu falar em direito?
Coloque-se no lugar dos outros antes de sair arrotando asneiras…

Jorge
2 meses atrás
Resposta para  Zé Povim

Deixa de ser ignorante, enquanto eles estavam em casa recebendo p ficar em casa não tava ruim né, foi so ter que trabalhar que ai ficou ruim tinha que demitir todos e contratar quem quer trabalhar isso e uma vergonha

Jorge
2 meses atrás
Resposta para  Pedro

Não adianta problema do brasil e o brasileiro, pq não fizeram greve quando tavam em casa parados, pq não reclamaram antes, bando de oportunistas todos nos enfrentamos a pandemia lutamos p manter nossos empregos e comércio pagando autos impostos p manter esses desocupados em casa, de perna p ar agora quer aumento falta e serviço p eles pq não da falta e desconta no pagamento os dias parados, por isso esse pais não vai p frente desconta deles como faz com trabalhador comun que paga imposto e tem que trabalhar p receber

Zé Povim
2 meses atrás
Resposta para  Jorge

Quando você mesmo entender seu texto vai entender que é ser ignorante.

Antônio Galvão
1 mês atrás
Resposta para  Jorge

Infelizmente no Brasil o serviço público ou funcionalismo público nunca teve valor.
Sabe o que tem que fazer privatizar toda repartição pública desde o SUS pronto socorro.Escolas estaduais e municipais,transporte,públicos e tudo mais.
Resumindo todo mundo por a
mão no bolso e pagar tudo mais caro já que de graça os brasileiros ficam reclamando.
Aí fica dica Ok!

Roca
2 meses atrás

Enquanto isso os alunos que se gerarem né, dois anos sem aula e quando voltam fazem greve ,vergonha ,como diz o ditado as professoras não ganham mal ,elas que são mal casadas.

Maria do carmo
2 meses atrás
Resposta para  Roca

Só colocar seu filho em escola particular.

Andressa
2 meses atrás

Zema não tem palavra. Somais um que enganou a todos. Super salários para seus secretários, insencao de impostos para empresas de seus amigos. O resto que se lasque.. FORA ZEMA

Maria do carmo
2 meses atrás

Fora zema.. nao cumpre o que fala e nem o que assina.

Fora comuna
1 mês atrás

Manda tudo embora Zema ,tá cheio de gente capacitada querendo trabalhar ,eles querem regalias ,se aumentar agora ,no meio do ano fazem outra greve ,se olhar o tanto de desmoregado no Brasil ,elas teriam vergonha e voltavam a trabalhar .

JACARE BANGUELA
1 mês atrás

SERVIDOR PUBLICO E UM CANCER ISSO SIM SO QUEREM O VEM A NOS ENQUANTO ISSO FICAM LA 10, 20 30 ANOS SEM SE APERFEIÇOAR PARADOS NO TEMPO, TINHA QUE FAZER PROVA DE 4 EM 4 ANOS ISSO SIM , CERTEZA QUE MUITOS DESTES PROFESSORES NAO ESTARIAM AI PQ NAO TEM CAPACIDADE, POR ISSO NOSSA EDUCACAO TA UM LIXO. PROFESSOR FINGE QUE DA AULA E O ANULO FINGE QUE ESTUDA , NAO REPROVA MESMO, AI CHEGA NA VIDA ADULTA UM ANALFABETO FUNCIONAL , MASSA DE MANOBRA SO QUEREM DIREITOS E ESQUECEM DO DEVERES NA PANDAMIA NINGUEM PROTESTOU PRA VOLTAR AS AULAS… Leia mais »

Fernanda S
2 meses atrás

Que palhaçada, heim

Se Fosse assim na época do PIMENTEL TINHA que ter protestando de frente o presidio….

DELTON
2 meses atrás
Resposta para  Fernanda S

Muito bom isso mesmo eles gostam e do pt

Jorge
2 meses atrás
Resposta para  DELTON

Tinha que dar o aumento deles em charutos

Zé Povim
2 meses atrás
Resposta para  Jorge

Muhhhhh!

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